O sistema de abastecimento e saneamento de Curitiba vai ser investigado pela Câmara. Uma comissão de investigação foi criada anteontem para saber como está a qualidade da água consumida e da coleta e tratamento de esgoto na cidade. As obras executadas pelo programa Paraná Saneamento (Paranasan), que prevê a ampliação da rede de abastecimento e tratamento de efluentes nos próximos dois anos, são outro alvo da comissão da Câmara.
De acordo com a vereadora Clair da Flora Martins (PT), presidente da comissão, diariamente a Câmara recebe queixas de moradores sobre a qualidade da água e a falta de rede de esgoto. Também há reclamações quanto a execução das obras do Paranasan, que estariam sendo custeadas em parte pelos contribuintes.
Os vereadores convocaram o presidente da Sanepar, Carlos Afonso Teixeira de Freitas, para falar sobre os problemas. A assessoria de imprensa da empresa informou que ele poderá comparecer para ‘‘explicar que as condições de saneamento e abastecimento são melhores que a média nacional’’.
Segundo a assessoria da Sanepar, Curitiba coleta 62,05% do esgoto produzido na cidade, mas trata metade desse total. O restante é despejado sem tratamento em rios ou fossas. A empresa argumenta que a média nacional de coleta é de 37,7%, por isso a cidade estaria ‘‘apresentando um bom resultado’’. A Sanepar alegou ainda que 99,7% das casas legalizadas recebem água tratada, enquanto a média no país é de 92,7%. Quanto ao Paranasan, a Sanepar informou que até 2003 o programa vai ampliar a coleta de esgoto em Curitiba para 90% de efluentes recolhidos e tratados.
O trabalho da comissão da Câmara deve estar pronto em 90 dias. Um das possibilidades avaliadas é a criação da Agência Municipal de Esgoto, para controlar o trabalho da Sanepar em Curitiba.

mockup