Câmara de Campo Mourão cobra balancete das entidades
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 07 de novembro de 2002
Sid Sauer<br> Equipe da Folha 
Campo Mourão Das 150 entidades de utilidade pública de Campo Mourão, 96 ainda não prestaram contas do exercício de 2001 à Câmara de Vereadores. O prazo para que isso fosse feito venceu em abril deste ano. Pela legislação municipal em vigor, isso significa que elas não podem receber recursos da prefeitura.
O assunto veio à tona anteontem à noite quando a Câmara aprovou, por um ofício ao prefeito Tauillo Tezelli (PPS), a relação das entidades que ainda não prestaram contas do ano passado. Na lista há entidades bastante atuantes como o Albergue Noturno, o Lar dos Velhinhos, a Fundação Cultural, a Associação Comercial e o Provopar.
''Estamos alertando as entidades de utilidade pública há dois anos. Quem não prestou contas foi de livre e espontânea vontade'', disse o presidente da Câmara, Izael Skowronski (PPS). Segundo os vereadores, a prestação de contas é a forma do Legislativo fiscalizar as entidades e deve ser feita mesmo quando não há repasse de recursos públicos.
O presidente do Albergue Noturno, Alencar dos Santos, disse ontem que assumiu o cargo há apenas um mês e que está providenciando o documento. Já no Provopar, a informação é que o órgão não recebe verbas municipais e por isso não precisa prestar contas à Câmara. ''Mesmo assim, estamos montando um relatório das atividades para apresentar à Câmara'', explicou a presidente Tininha Piacentini.
Há quem conteste a lista. O presidente do Lar dos Velhinhos, Sérgio Staniszewski, afirmou que a prestação de contas foi realizada. ''Sabemos que sem prestar contas ficamos sem recursos'', destacou. O presidente da Acicam, Marco Antônio Kunzler, disse que está havendo um problema de semântica. ''Há um equívoco na interpretação da lei. Temos que prestar contas à prefeitura, que é quem firma os convênios com a entidade. Para a Câmara, devemos apenas relatar as atividades anuais. E isso foi feito'', afirmou.


