Cambé A Câmara Municipal de Cambé (13 km a oeste de Londrina) aprovou ontem, em sessão extraordinária, projeto de lei que autoriza o Executivo a firmar contrato emergencial com a Sanepar, que continua a operar o sistema de água e esgoto por mais 180 dias. Neste prazo, o município vai decidir os rumos e exigências de uma nova concessão. O contrato atual encerra hoje.
Atualmente, uma comissão formada por vereadores e membros das secretarias de Fazenda, Planejamento e departamento jurídico estão estudando casos e analisando processos semelhantes. As informações colhidas e dois estudos, um do Instituto de Organização do Trabalho, outro da Fundação Getúlio Vargas estão em fase final, vão auxiliar a população de Cambé a decidir pela renovação do contrato com a Sanepar, municipalização do sistema ou licitação aberta. A decisão deve passar por audiência pública.
Segundo o secretário de Fazenda, Mário Vander Martins Roberto, a partir de janeiro a comunidade será chamada a participar dos trabalhos em um esquema semelhante ao Comitê da Água de Londrina. ''Vamos colher informações do que está acontecendo nos outros municípios principalmente Londrina, já que temos um sistema compartilhado'', comenta.
Roberto comenta que apesar dos relatórios ainda não estarem prontos, alguns pontos já destacam-se na discussão. ''Temos que discutir se a concessão será onerosa ou não, a ampliação da tarifa social e os investimentos'', comenta. Assim como Londrina, Cambé deve tentar reivindicar também o controle na aplicação de tarifas.
A gerência metropolitana da Sanepar foi procurada ontem para comentar o assunto, mas em virtude do feriado de aniversário de Londrina não foi possível contato com a empresa.

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