O 3º Grupamento do Corpo de Bombeiros de Londrina necessita urgentemente do repasse integral do dinheiro do Fundo Municipal de Reequipamento do Corpo de Bombeiros (Funrebom) para poder continuar trabalhando. Essa foi a conclusão da comissão de vereadores que visitou, ontem de manhã, o quartel do grupamento e se reuniu com o comandante, tenente-coronel Ariovaldo de Gouveia Sobrinho. A comissão, formada pelos vereadores Elza Correia e Leonilso Jaqueta (PMDB), Félix Ribeiro (PPS), Tercílio Turini (PSDB) e Orlando Bonilha (sem partido), vistoriou todas as instalações do quartel e ficou surpresa com as condições encontradas: frota sucateada, falta de equipamentos e instalações inadequadas.
Segundo Bonilha, o Legislativo deve marcar urgentemente uma reunião com o prefeito Nedson Micheleti e o secretário de Fazenda, Rubens Menolli. O objetivo é tentar agilizar liberação dos cerca de R$ 9 milhões que o município deixou de repassar ao fundo nos últimos oito anos.
‘‘Vamos tentar negociar, inclusive formas de parcelamentos da dívida’’, explicou. De acordo com Bonilha, a Câmara também vai, a partir de agora, exigir que o repasse do dinheiro – recolhido através das taxas de vistoria e combate a incêndios juntamente com o IPTU – seja feito integralmente para a conta do Funrebom, como determina a lei 5.684, de janeiro de 1994.
Segundo os vereadores, a justificativa dada pelo procurador jurídico da prefeitura, Carlos Roberto Scalassara – de que não existe a dívida porque o fundo ‘‘só existe em função de atendimento a um interesse público’’ –, não procede. ‘‘A prefeitura está cobrando do contribuinte por um serviço realizado pelos bombeiros, portanto o município é apenas um fiel depositário da taxa paga’’, afirmou Turini, que é presidente da Câmara.
De acordo com o tenente-coronel Gouveia, a falta de repasse integral do Funrebom não é uma realidade exclusiva de Londrina. ‘‘Várias prefeituras tiveram a prestação de contas rejeitadas pelo Tribunal de Contas por causa do Funrebom. O comando-geral vai, inclusive, solicitar que a Procuradoria Geral do Estado se manifeste sobre o assunto’’, afirmou. De um total de
R$ 15.885.736,86, arrecadado de 1994 até maio de 2002, a prefeitura só repassou ao fundo R$ 6.698.509,07.
O prefeito informou, através de sua assessoria de imprensa, que só irá se pronunciar após a reunião com os vereadores.

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