Câmara cobra explicações
Londrina - A demora na liberação de corpos no Instituto Médico Legal de Londrina na última segunda-feira motivou o agendamento de uma reunião entre os representantes do IML e a Comissão de Direitos Humanos e Defesa da Cidadania formada na Câmara de Vereadores de Londrina. No entanto, o encontro que seria realizado na manhã de ontem foi cancelado por causa do documento que impede que os funcionários repassem informações diretamente aos órgãos locais sem aprovação prévia da direção do órgão em Curitiba.
A presidente da comissão, vereadora Lenir de Assis (PT), recebeu com surpresa a notificação sobre a impossibilidade de realizar a reunião com representantes do IML. "Nós temos acompanhado a situação do instituto há muito tempo. Cobramos estrutura, pessoal e ainda a conclusão da obra [da nova sede] que está atrasada. Nesta semana, famílias esperaram por mais de dez horas a liberação dos corpos. Queremos debater as melhorias, mas essa postura indica um governo autoritário que tira a legitimidade dos funcionários públicos na tentativa de esconder a fragilidade e deficiência dos serviços públicos. É uma manobra do governo para impedir os funcionários de falarem e isso nunca foi assim. Tem que haver autonomia. É um serviço público, isso nos indignou mais ainda. As informações precisam ser dadas", ressaltou Lenir.
Com o cancelamento da reunião, a comissão da Câmara de Vereadores pretende convocar a presença de um representante do Estado na próxima semana para esclarecer todas as informações relacionadas à sede do órgão em Londrina.(V.C.)





