Câmara cassa mandato de vereador foragido
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quinta-feira, 20 de novembro de 1997
Campo Mourão 
A Câmara de Vereadores de Roncador (100 km ao sul de Campo Mourão) decretou vaga a cadeira do vereador Estefano Gluchak (PSDB), que está com prisão preventiva decretada pela Justiça e que não comparece às sessões do Legislativo desde abril. Ele completou um terço das sessões com faltas sem justificativas, explica o presidente Edson Pietroski (PSDB). Segundo ele, o Regimento da Câmara prevê perda automática do mandato para casos desse tipo.
O prazo para que Gluchak retornasse à Câmara venceu na segunda-feira à noite, quando foi realizada sessão ordinária. Como o vereador não apareceu, Pietroski já deu posse ao primeiro suplente do partido, o ex-vereador Antônio Donizete da Silva (PSDB). Gluchak é professor em Roncador e filho do ex-prefeito e atual vice-prefeito da cidade, Pedro Gluchak. Ele desapareceu da cidade depois de ser acusado de estuprar a menor E.A.M., 16, que trabalhava na casa dele.
A acusação contra o vereador foi feita pela mãe da menor, Hilda Ferreira, cerca de uma semana depois do suposto estupro. E.A.M. disse que demorou para contar o crime porque tinha medo de contar aos pais o motivo pelo qual estava saindo do serviço. Ela contou à polícia que vinha sendo assediada pelo vereador desde o início do ano e que foi atacada quando arrumava a cama. Não havia mais ninguém em casa. Ela travalhava com Gluchak há 2 anos.


