Com o objetivo de coibir a violência no transporte coletivo de Londrina, a Câmara de Vereadores aprovou ontem, por unanimidade e em segunda discussão, o projeto de lei que prevê a instalação de microcâmeras de vídeo nos ônibus e terminais. Na terça-feira, projeto receberá redação final, que, em 15 dias, deverá ter parecer do prefeito Nedson Micheleti (PT). A estimativa é que as câmeras comecem a ser instaladas já em novembro. O programa será gerenciado pela Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU), com avaliação técnica do Instituto de Criminalística.
Segundo o presidente da Câmara e um dos autores do projeto, o vereador Tercílio Turini (PSDB), a medida deverá ser custeada pelo município, com possibilidade de convênios com a Secretaria de Segurança Pública e empresas privadas. ''Os investimentos serão feitos de forma gradativa. Inicialmente, estimamos recursos em torno de R$ 50 mil, que possibilitará equipar de 20 a 25 ônibus'', afirmou Turini.
O vereador afirmou que a liberação de recursos poderá ser feita por abertura de crédito determinada por decreto do prefeito ou projeto de lei apresentado à Câmara. ''O prefeito pode remanejar até 10% do orçamento aprovado para este ano'', destacou. As especificações dos equipamentos e valor total de custo não constam no projeto original e devem ser analisados de forma mais detalhada a partir de agora.
O presidente da CMTU, Wilson Sella, afirmou ontem que o município não dispõe de recursos para investir no projeto ainda este ano. ''Vamos ter que tentar recursos do Estado ou linhas de financiamento, que demoram mais tempo para serem disponibilizadas.'' Sella também alegou que o ideal seria que o sistema fosse on-line, o que permitiria a intervenção imediata em casos de violência, mas admitiu que isso poderia encarecer mais o programa. Ele também defendeu a instalação de bilhetagem eletrônica. ''Sem o dinheiro do caixa, 90% dos assaltos deixariam de acontecer'', afirmou.
O projeto é baseado em modelo instalado em Porto Alegre (RS), há um ano, que chegou a reduzir em 60% a incidência de assaltos em ônibus. Nesse caso, a instalação da câmeras foi custeada pelas empresas responsáveis pelo transporte coletivo. O investimento por ônibus foi de US$ 2 mil, sendo que não houve repasse de aumento de custos para o preço da tarifa, que continuou sendo de R$ 1,10.

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