A Câmara de Vereadores de Londrina aprovou ontem, em segunda discussão, os projetos de lei que autorizam o crédito de R$ 210 mil para o pagamento de reformas no Shopping Paulista, espaço que irá sediar o novo camelódromo, e o investimento de R$ 795 mil para o pagamento de aluguéis do prédio no período de 2003 a 2005. No primeiro caso, recurso será remanejado da Companhia de Desenvolvimento de Londrina (Codel), enquanto que no segundo, recurso será incluído no orçamento do ano que vem. A previsão é que a transferência dos camelôs para o novo prédio seja feita antes do Natal.
Como emenda modificativa, foi determinado que a administração dos recursos será realizada pelas Organizações Não Governamentais (ONGs) Canaã e Associação de Camelódromo de Londrina (Acal), que ontem, em regime de urgência, foi designada como de utilidade pública, em projeto de lei apresentado pelo vereador Sidney Souza (PTB). Também da sua autoria foi aprovada emenda que proíbe a instalação de camelôs nas vias, calçadas, praças, no Calçadão e quadrilátero central formado pela Avenida Juscelino Kubitscheck e ruas Mossoró, Rio Grande do Norte, Amazonas e Uruguai.
Outra emenda modificativa aprovada, de autoria da vereadora Sandra Graça (PDT), estabeleceu que os recursos financeiros destinados às entidades sejam depositados em conta específica, sendo a prestação de contas aberta a qualquer interessado, incluindo cópias de extratos bancários, documentos e relatório detalhado. Foi determinado também que o convênio para repasse de recursos será autorizado mediante assinatura do chefe do Executivo e pelo diretor-presidente da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU), Wilson Sella.
Durante a sessão, ficou evidente que ainda há algumas discordâncias entre as entidades que administrarão o novo camelódromo. Para a presidente da Acal, Cleuza Maria da Silva, a mudança deveria ser feita após Natal, para evitar o risco de camelôs terem prejuízos; ela também exigiu que os boxes sejam padronizados. Já o presidente da Canaã, Rogério Gonsales, disse que espera contar com o ''bom senso'' da entidade e que tanto a data de mudança quanto o formato dos boxes estão sendo avaliados.

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