Lino Ramos
De Londrina
A Câmara de Vereadores aprovou ontem, por unanimidade, o projeto de lei autorizando o município a repassar ao grupo Dixie Toga R$ 217.785,00 gastos com a pavimentação de 7.800 metros quadrados do pátio da empresa de embalagens Itap-Bemis Ltda. A vereadora Elza Correia (PMDB), que desde o início foi contra o repasse, estava de licença médica.
No início do mês, representantes de cinco entidades de classe de Londrina pediram ao legislativo que rejeitasse a matéria, argumentando que não há qualquer menção à pavimentação no protocolo de intenções firmado entre a Dixie Toga, Estado e município. Porém as lideranças voltaram atrás no início da noite de segunda-feira após uma reunião na Companhia de Desenvolvimento de Londrina (Codel) com o presidente da Dixie Toga, Walter Schalka.
De acordo com o empresário, o protocolo de intenções assinado entre a empresa e o município previa a responsabilidade da prefeitura com as despesas de terraplanagem na área ocupada pela empresa, num custo de R$ 550 mil. Mas a Dixie acatou sugestão do prefeito Antonio Belinati (PFL) e trocou esse valor pelo valor da pavimentação do pátio interno da unidade industrial.
O presidente da Codel, Farage Kouri, entregou a cada vereador uma cópia do acordo assinado pelos representantes das entidades, entre eles o presidente da Associação Comercial e Industrial de Londrina, Valter Orsi, e o presidente da Subseção de Londrina da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Lauro Fernando Zanetti.
‘‘A Dixie na verdade abriu mão de uma parte que teria a receber. Talvez tenha ocorrido um problema de comunicação na Câmara’’, resumiu Walter Schalka. Segundo ele, a pavimentação foi realizada antes que a Câmara fosse comunicada porque a poeira do pátio poderia comprometer a qualidade das embalagens destinadas a produtos alimentícios.
O presidente da Codel, Farage Kouri, disse que a reunião serviu para mostrar que a empresa tinha o direito ao benefício e que a prefeitura está cumprindo o que prometeu. Segundo a Codel, a solicitação da Dixie Toga está em acordo com a Lei 5.669/93, que dispõe sobre a política de desenvolvimento industrial de Londrina.

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