Câmara aprova R$ 8,1 milhões para Saúde
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sexta-feira, 26 de novembro de 2004
Adriana Savicki<br> Reportagem Local 
A Câmara autorizou ontem a abertura de R$ 8,1 milhão de créditos suplementares para a Autarquia Municipal de Saúde e Fundo Municipal de Saúde. Com isso, a saúde fecha o ano com um orçamento de R$ 147,5 milhões. Um valor 11% maior do que o originalmente previsto no início do ano, já que em agosto houve suplementação de mais R$ 5 milhões. Boa parte dos recursos é proveniente de investimentos do Ministério da Saúde já aplicados ao longo do segundo semestre.
A quase um mês do final do ano, a suplementação serve para fechar o balanço do orçamento da Saúde. Apesar de aprovado por unaminidade, a medida provocou críticas na Câmara. ''Não existe excesso de arrecadação, o que o ocorre é uma injeção de dinheiro para programas ainda a serem implantados e dívidas do município'', diz o vereador Renato Araújo (PP). Mais da metade da complementação, R$ 4,3 milhões, é destinada a serviços terceirizados.
A vereadora Sandra Graça (PDT) também aprovou com restrições. ''Ao contrário do que é divulgado, programas como o Ceo e o Samu não foram implantados apenas com recursos próprios e a população tem direito de reclamar do serviço já que, ao que parece, não há falta de dinheiro'', critica.
Segundo o secretário de Saúde Sílvio Fernandes, os repasses aos terceirizados referem-se a reajustes da tabela de procedimentos do SUS e à mudança de nível da UTI do Evangélico. As modificações ocorreram entre os meses de agosto a outubro.
Outra grande suplementação foi rubricada para a Maternidade Municipal, com R$ 2,1 milhões. ''Houve um aumento de número de partos e mudanças na tabela'', diz Fernandes. Também há suplementações para o Programa Saúde da Família, Centro de Especialidades Odontológicas (CEO), Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e Policlínica, os três últimos inaugurados neste ano.
Para o secretário não há motivo para polêmica. ''No setor de saúde é impossível prever tudo o que vai acontecer principalmente com esses novos programas que não tínhamos como saber como iam se comportar'', argumenta. Segundo o secretário, o orçamento de 2005 - que está em trâmite na Câmara - também pode mudar. ''Certamente teremos que suplementar, mas vale dizer que isso mostra o quanto Londrina está sendo prestigiada pelo ministério'', finaliza.


