Câmara aprova projeto que restringe banefícios
Câmara aprova projeto
que restringe banefícios
Osmani Costa
Os vereadores aprovaram, na sessão de ontem, projeto de lei de autoria do Executivo que restringe benefícios a mutuários da Companhia de Habitação (Cohab) de Londrina. O único voto contrário foi da vereadora Elza Correia (sem partido). Pelo projeto, assinado pelo prefeito Antonio Belinati (PDT), ficam revogados, a partir de agora, vários benefícios concedidos aos mutuários nas administrações anteriores do próprio prefeito.
Fundamentalmente, o projeto aprovado altera os critérios para a isenção do pagamento das prestações das casas localizadas nos conjuntos habitacionais da Cidade. De acordo com o projeto do Executivo, que tramitava na Câmara desde novembro do ano passado, ficam completamente excluídos da possibilidade de isenção os mutuários não primitivos (primeiros donos de cada unidade habitacional).
A proposta do Executivo pretendia aumentar a idade mínima dos beneficiários dos atuais 55 para 65 anos; além de alterar de 120 para 180 o número mínimo de prestações pagas pelo mutuário candidato à isenção. Nesta parte do projeto de lei, a Câmara aprovou uma emenda modificativa do vereador Renato Araújo (PPB), que é líder do Executivo na Casa. A emenda prevê idade mínima de 60 anos aos beneficiados e exige que eles tenham pago um mínimo de 160 prestações.
Foram excluídos do benefício de isenção os adquirentes primitivos surdos, murdos ou cegos, cuja concessão anteriormente independia da idade e do prazo de pagamento das prestações da casa própria. Foram mantidas, com reservas, as isenções a entidades religiosas ou de assistência social sem fins lucrativos.
Renato Araújo também fez aprovar outra emenda, garantindo o direito adquirido de isenção aos atuais 2.758 mutuários beneficiados, o que não estava previsto no projeto de Belinati. Assim, as alterações propostas pelo Executivo só passarão a vigorar a partir da publicação da nova lei ontem aprovada, o que deve ocorrer nos próximos dias, mas sem efeitos retroativos. O projeto excluiu também da isenção os aposentados por invalidez ou idade.





