Mudanças que afetam a segurança e o meio ambiente em Londrina estavam entre os projetos aprovados ontem, na última sessão ordinária da Câmara Municipal antes do recesso. Um desses projetos é o que prevê que os módulos desativados da Polícia Militar (PM), em Londrina, sejam cedidos a empresas privadas de vigilância que fazem segurança nos bairros. O projeto 120/2003 é de autoria dos vereadores Tercílio Turini (PSDB) e Renato Araújo (PP).
De acordo com dados do 5º Batalhão da Polícia Militar (BPM), oito módulos estão desativados. Uma das metas apresentadas no Plano de Segurança Municipal documento elaborado e assinado por diversas entidades de Londrina, entre elas a Câmara Municipal era não apenas reativar os módulos existentes, mas construir novas unidades.
O presidente da Comissão de Segurança da Câmara, vereador Jamil Janene (PDT), justifica a mudança de postura. ''Era uma reivindicação nossa, mas como o governo estadual já afirmou que não pretende reativar os módulos, preferimos apoiar o projeto de lei'', disse.
Outro projeto aprovado ontem foi o 127/2003, proposto pelo Executivo, que autoriza o município a fornecer combustível e material de limpeza ao Batalhão de Polícia Florestal (BPF) órgão ligado à Secretaria do Estado da Segurança Pública. O projeto estabelece os limites mensais do fornecimento: 700 litros de combustíveis e R$ 500,00 em material de limpeza. A aprovação do projeto passou com uma emenda, limitando o uso do material fornecido ao BPF apenas ao trabalho realizado em Londrina. O Posto de Polícia Militar Florestal sediado em Londrina atende às regiões Norte e Noroeste do estado.
Os vereadores aprovaram também um projeto de emenda à Lei Orgânica Municipal, proibindo a implantação de empresas destinadas exclusivamente ao processamento e tratamento de resíduos industriais em distância inferior a 15 quilômetros do perímetro urbano de Londrina. De acordo com a emenda, os distritos da região também serão protegidos por uma distância de cinco quilômetros. A distância proposta inicialmente, de 20 quilômetros, foi reduzida após conversas com empresários da região. Segundo Turini, se não houvesse a mudança no projeto muitas indústrias não se encaixariam no distanciamento obrigatório.

mockup