Câmara aprova mais um feriado
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terça-feira, 27 de agosto de 2002
Célia Polesel<br> Reportagem Local 
Os londrinenses terão um novo feriado no calendário oficial do município. Os vereadores aprovaram ontem, por unanimidade, o feriado em homenagem ao padroeiro da cidade, o Sagrado Coração de Jesus.
O autor do projeto, vereador Lourival Germano (PHS), disse que a data será móvel, podendo cair entre os meses de junho e julho.
Segundo Germano, a data deverá ser comemorada cerca de 10 dias depois do Pentecostes, festividade que ocorre normalmente após sete semanas da Páscoa. ''Acreditamos que isto acabará com a confusão que existe na comemoração do aniversário de Londrina. Muitos confundem a data com o Dia da Imaculada Conceição'', explicou o vereador.
O aniversário de Londrina é comemorado no dia 10 de dezembro, e o Dia da Imaculada Conceição, dia 8. Durante muito tempo, as comemorações foram conjuntas provocando a confusão. Muitas pessoas acabaram achando que a padroeira de Londrina fosse a santa.
Também foi aprovado ontem um projeto do Executivo, que autoriza a prefeitura a receber 24 lotes da empresa Palumbo Empreendimentos Imobiliários Ltda - sucessora da empresa Nóbile Hotel Ltda. - para pagar parte da dívida com o Imposto Sobre Serviço (ISS) e Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU).
A empresa deve, no total, R$ 344.539,54, sendo R$ 109.592,56 em ISS e R$ 234.946,98 em IPTU. Os terrenos que serão usados para quitar parte da dívida ficam no Residencial Vila Romana (zona leste) e foram avaliados em
R$ 165.600,00. A empresa arcará com todas as custas processuais e honorários dos advogados, provenientes da execução fiscal. Os terrenos serão repassados ao patrimônio da Companhia de Habitação de Londrina (Cohab/Ld).
O projeto causou polêmica e foi discutido por mais de uma hora. O vereador Flávio Vedoato (PL), presidente da Comissão de Justiça da Câmara, disse que legalmente a projeto não tinha nenhum impedimento, mas o considerava imoral, por beneficiar apenas uma empresa. A vereadora Sandra Graça (PSB) propôs que o projeto fosse avaliado pela Procuradoria Jurídica, já que no entender dela, o que é imoral é ilegal.
Depois de muita discussão, a proposta da vereadora foi rejeitada, tendo apenas três votos favoráveis. O projeto foi votado e aprovado por unanimidade. O único que não participou da sessão foi o presidente da Câmara, Tercílio Turini (PSDB), que estava em Curitiba.


