Câmara aprova licitação do transporte coletivo
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terça-feira, 28 de outubro de 2003
Janaina Garcia<br> Reportagem Local 
A abertura de licitação para o transporte coletivo em Londrina ainda não tem uma data específica, mas não deve passar do dia 20 do mês que vem. A afirmação foi feita ontem à noite pelo presidente da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU), Wilson Sella, após sessão de mais de quatro horas na Câmara de Vereadores que aprovou o projeto de lei do Executivo pela abertura de concorrência no setor. Ao todo foram 15 votos favoráveis e um contra, da vereadora Sandra Graça (PDT).
De caráter autorizativo, o projeto teve nove emendas modificativas e três aditivas ao texto encaminhado pela prefeitura. A discussão maior girou em torno de questões como a bilhetagem eletrônica e a restrição do serviço a empresas com experiência apenas em âmbito municipal. Para o vereador Tercílio Turini (PSDB), autor dessas duas emendas rejeitadas, o resultado prejudicará a população. ''Empresas de transporte intermunicipal também deveriam participar da concorrência'', disse. Sobre o sistema de cobrança, foi taxativo: ''Temos exemplos de cidades em que a informatização na bilhetagem não reduziu o preço da tarifa. Como se não bastasse, isso ainda vai tirar inúmeros postos de trabalho'', argumentou.
Na entrega de uma carta aberta ao Legislativo, na sessão do dia, o presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Londrina (Sinttrol), João Batista da Silva, admite que a catraca eletrônica vai contribuir para a melhoria do sistema, mas frisa que os 600 cobradores do município estão ''em pânico'' ante a possibilidade de demissão. ''A situação é de instabilidade. O que esses trabalhadores farão se forem substituídos por máquinas?'', questiona.
Por outro lado, otimista com o resultado das votações e com o futuro da licitação, Sella garante que, apesar de ser mantida uma tarifa única, a concorrência diminuirá os preços conforme a distância entre os bairros e os horários de pico. Questionado sobre a futura situação dos cobradores, o presidente da CMTU afirmou que, à exceção dos microônibus, os demais não vão sofrer redução desses profissionais, junto ao motorista. ''Além do que, as linhas serão ampliadas para atender pelo menos mais 120 mil usuários, de um ano e meio a dois anos'', completou.


