A Câmara de Vereadores de Londrina aprovou ontem, em segunda e última discussão, a criação do feriado cívico em comemoração ao aniversário do município, em 10 de dezembro. A iniciativa foi do vereador Lourival Germano (PHS) e depende agora da sanção do prefeito Nedson Micheleti (PT) para entrar em vigor a partir do ano que vem. A questão gerou polêmica e a Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil) chegou a enviar uma carta desaprovando totalmente o novo feriado.
Outra mudança aprovada durante a sessão extraordinária de ontem foi sobre a comemoração do feriado religioso para o padroeiro da cidade. Tradicionalmente, no dia 8 de dezembro, celebrava-se o Dia de Imaculada Conceição, em conjunto com o aniversário da cidade, sendo o feriado opcional. Agora, oficialmente, o padroeiro é o Sagrado Coração de Jesus, a quem foi dedicada a Catedral (a primeira igreja da cidade), em 1934. Este feriado religioso é móvel e deve ser comemorado entre o final de junho e o começo de julho 15 dias após a celebração do Dia de Pentecostes (celebrado 50 dias após a Páscoa).
Para o presidente da Câmara, Tercílio Turini (PSDB), a comemoração dessas datas é fundamental. ''Ajuda a valorizar a origem da nossa história'', defendeu. O presidente da Acil, David Dequêch Neto, lamentou a aprovação do feriado e disse que, embora tenham que acatá-lo, ainda espera que o prefeito não o sancione. ''Para mim esses feriados são sinônimo de hipocrisia. O certo seria se eles fossem facultativo. Acredito que o verdadeiro civismo é através do trabalho diário'', argumentou.
Já o monsenhor Bernard Gafá, da Cúria Metropolitana, elogiou a iniciativa e lembrou que a comemoração de dois feriados municipais são previstos em lei federal. ''Sem história não somos nada, e não concordo com desaprovação do setor comercial, que assim está demonstrando extrema ganância.''
Também foi aprovado ontem, em segunda e última discussão, projeto prevendo limite máximo de mil de mototaxistas operando na cidade o limite anterior era de 1,2 mil. Segundo o autor da proposta, Sidney de Souza (PTB), a redução do limite é uma reivindicação do setor. ''É uma forma de evitar a proliferação de mototáxis clandestinos'', afirmou.
Souza também destacou que a Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) não tem efetuado a fiscalização adequada do setor, e que espera que esse trabalho seja realizado a partir de janeiro, quando começam a trabalhar 70 novos funcionários.
A presidente da Associação dos Mototaxistas de Londrina, Edimara Adolfo Oliveira, disse que os clandestinos reduziram em 40% o movimento do setor legalizado, apesar de não oferecendo a mesma segurança para os clientes. Segundo ela, os associados pagam seguro de vida e invalidez que garante, tanto para o motorista quanto para o passageiro, até R$ 21 mil de indenização.

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