Câmara aprova em 1ª pesque-pague social
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segunda-feira, 11 de agosto de 1997
Da Redação 
O vereador Flávio Vedoato (PDT) quer criar em Londrina o pesque-pague social. A idéia, aprovada em primeira discussão na sessão de ontem da Câmara, é que o lucro do negócio vá direto para entidades sociais. Sem contar que o quilo do peixe seria vendido 30% mais barato. Caberá ao executivo municipal escolher o local, montar toda a infra-estrutura e também administrar o pesqueiro. Ou então que a administração seja feita diretamente pelas entidades. Além do benefício social, o pesque-pague da Prefeitura ainda traria uma nova fonte de lazer para o londrinense.
Vai depender apenas da vontade política para implantar o projeto, alegra-se o vereador. Segundo ele, em Apucarana já funciona um pesque-pague municipal - só que não é social - e Maringá também está estudando um projeto semelhante ao de Londrina. Vedoato não tem idéia de quanto vai custar para os cofres da Prefeitura montar um pesqueiro, mas acredita que ele será uma excelente fonte de recursos para as entidades sociais.
Parecer da estação de piscicultura da Universidade Estadual de Londrina (UEL), sobre a viabilidade do projeto, destaca que, apesar de grandes investimentos, os resultados no setor ainda são insatisfatórios. A UEL também considerou que o projeto carece de subsídios para que se possa avaliar a sua viabilidade técnica.
Outro projeto discutido na sessão de ontem, de autoria de vários vereadores, propunha o ensino de língua espanhola nas escolas municipais de primeiro grau. As aulas seriam dadas por professores da rede municipal com especialização na disciplina. Os vereadores justificaram o projeto lembrando a importância da nova língua com a abertura do Mercosul.
O secretário José Dorival Perez, da Educação, esteve Câmara para fazer algumas considerações sobre o projeto. Ele elogiou a iniciativa mas lembrou que o ensino de primeiro grau visa sobretudo a alfabetização; que não haveria como dar continuidade ao Espanhol no segundo grau já que as escolas estaduais optam hoje pelo Inglês; e que haveria uma dificuldade imensa em capacitar os professores.
Perez pediu que o projeto fosse retirado de pauta para que a secretaria pudesse estudar melhor a proposta e depois dar um parecer mais objetivo. O projeto saiu de discussão por 60 dias.


