A Câmara de Cascavel aprovou os novos valores para a cobrança do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU), para o exercício de 2001, com um aumento de 15% sobre os valores que haviam sido cobrados nos últimos quatro anos.
Pelo anteprojeto de lei 412/2000, a tabela de alíquotas para imóveis urbanos não edificados de acordo com a localização previa a cobrança de 2,5%. Pelo novo projeto, esse índice subiu para 3%. Já a tabela de valores de terrenos com base no lote padrão de 450 m2 teve um reajuste de 15%. Uma comissão formada por vários sindicatos e associações, entre eles o Sindicato da Indústria da Construção Civil, havia determinado os valores.
O presidente da Câmara de Vereadores, Paulo Beal (PSDB), justificou o aumento dizendo que, nos últimos quatro anos, o IPTU não havia sido reajustado. ‘‘Este ano aconteceu uma diminuição na alíquota, por isso as pessoas pagaram menos do que em 1999’’, explicou.
Beal acredita que os valores aprovados são justos e ajudarão a manter os trabalhos da prefeitura, que precisa de uma maior receita para que a administração funcione normalmente. ‘‘A Lei foi aprovada por unanimidade e certamente vai garantir melhorias para toda a população’’, disse.
Antecipando possíveis críticas que venham a ser feitas por causa do reajuste, o prefeito Salazar Barreiros declarou que, de acordo com a Constituição Federal, não poderá deixar o assunto para ser homologado pela própria Câmara, sob o risco de não haver cobrança de IPTU em 2001. ‘‘A Lei do IPTU deve ser sancionada no ano anterior ao seu pagamento. Como não há 15 dias úteis para aprovação da Câmara, serei obrigado a sancioná-la com aumento’’, justificou.
Pela nova lei, o metro quadrado de uma casa em 2001 está estipulado em R$ 138, quando anteriormente tinha valor de R$ 120,00 por metro quadrado. Na indústria, o metro quadrado – que era de R$ 60,10 – passou para R$ 69,11.

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