A Mesa Diretora da Câmara de Londrina adiou por dez dias, durante a sessão de ontem, a decisão sobre a instauração de uma comissão processante para avaliar a denúncia de falta de decoro contra o vereador Jaci Aguiar (PDT) e a possibilidade da cassação do mandato dele.
Na sessão de ontem, seria votado um referendo ao ato da mesa que definia que a deliberação sobre a instauração ou não da comissão processante só deveria ser tomada após a conclusão final dos trabalhos do Poder Judiciário sobre o caso. No entanto, uma reunião fechada da Mesa - presidida por Renato Araújo (PPB) - com as lideranças de partidos decidiu pela retirada do ato para evitar possíveis erros jurídicos no encaminhamento.
O novo encaminhamento aprovado decidiu pela contratação de um advogado - ‘‘londrinense, renomado e de conduta ilibada’’ - para apresentar parecer, dentro de dez dias, sobre qual é a melhor conduta, do ponto de vista legal, para a questão.
O advogado a ser contratado é o ex-assessor jurídico da Câmara e presidente da Subseção da OAB em Londrina, Adyr Sebastião Ferreira - e que já defendeu Aguiar num outro processo de cassação há cerca de 20 anos. ‘‘Foi uma atitude de acautelamento, para evitarmos erros que possam prejudicar os vereadores, todo o Legislativo e a sociedade londrinense. Não devemos agir de maneira apressada quando há dúvidas e polêmicas jurídicas’’, afirmou Araújo.
Jaci Aguiar corre o risco de enfrentar uma comissão processante e ter seu mandato cassado porque é acusado de ter faltado com o decoro parlamentar no caso, no ano passado, que ficou conhecido como ‘escândalo do leite’. Ele e três assessores parlamentares foram acusados de tentativa de extorsão contra a Cativa e a Central Norte, duas cooperativas de produtores de leite, para que laudos sobre a qualidade de seus produtos não fossem divulgados.
Na época da denúncia, a Câmara constituiu uma Comissão Especial de Inquérito (CEI) que investigou o caso e decidiu pela comissão processante.

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