Perda de cabelo é um problema que não se restringe apenas aos homens. Em um mundo cada vez mais vinculado à beleza, em que o cabelo é parte essencial do look, mulheres também têm que conviver com a calvície, chamada no meio científico como Alopecia Androgenética feminina. Os motivos podem ser temporários (como estresse, gravidez, má alimentação, entre outros) ou permanente, como o hereditário.
O dermatologista Rogério Nabor Kondo, de Londrina, explica que enquanto a tendência no sexo masculino é ter o couro cabeludo aparecendo parcial ou totalmente, em mulheres apenas a mesma região se torna mais visível. ''Geralmente a mulher não fica tão calva quanto os homens, nelas aparece apenas um rarefação, já que o volume de cabelo diminui'', esclarece.
A diferença entre os sexos, de acordo com Kondo, se deve a fatores biológicos. As mulheres produzem estrógeno, que protege contra a queda de cabelo. Com a chegada da menopausa, essa produção diminui tornando os fios mais vulneráveis. ''A queda de cabelo ocorre principalmente na região central da cabeça, por causa da ação de um hormônio chamado dihidrotestoterona, isso em ambos os sexos'', explica.
Como perceber que a perda de cabelo passou dos limites e começar a fazer um tratamento? O ser humano, independente de qualquer característica, perde de 100 a 150 fios de cabelo por dia. Kondo revela que as mulheres acabam percebendo a queda durante seus afazeres. ''Acabam caindo de 200 a 300 fios por dia, quando se trata de calvice, e se percebe um excesso de cabelo, às vezes, no ralo do banheiro, no travesseiro ou no ambiente de trabalho, isso quando outras pessoas não acabam notando que você está perdendo os fios.''
Ainda não se sabe ao certo quantas mulheres no mundo enfrentam o problema, pois depende de uma série de fatores, que interferem até mesmo no resultado de estudos. ''O número de mulheres varia entre 5% e 25% em todo o mundo.'' Segundo Kondo, mulheres entre 30 e 40 anos, de cor branca, com casos de calvice na família, seja proveniente da mãe ou mesmo do pai, são mais suscetíveis a apresentar uma queda acentuada de cabelo.
Tratamento
As diferenças entre mulheres e homens não se restringem à forma da calvice, mas também no tratamento. Para os homenso é comum o uso de finasterida, que age como inibidor da enzima que transforma a testosterona em dehidrotestosterona. ''Esse tipo de tratamento não é indicado para mulheres, porque a dosagem teria que ser maior e sua ação seria pouco eficaz, aumentando a possibilidade de efeitos colaterais'', justifica. Entre os danos causados pela alta dosagem está uma possível hepatite medicamentosa.
Ele defende a procura por um dermatologista que possa identificar a causa do problema como o caminho mais indicado para resolver a questão. Geralmente são receitadas loções e soluções capilares, além de complexos vitamínicos para repor substâncias que estejam faltando e possam contribuir para o fortalecimento dos fios.

mockup