Teve início ontem, no câmpus de Cascavel da Universidade Estadual do Oeste (Unioeste), uma série de atividades programadas para recepcionar os calouros. Inovando a forma de recepcionar os novos alunos, a universidade está realizando durante toda a semana o trote ecológico e mineral, cujo objetivo é mudar o perfil deste tipo de festa.
No primeiro dia de atividades, o professor Breno Leitão Waichel falou sobre ‘‘Proteção Ambiental, a Responsabilidade de cada um’’. Ele destacou que ainda há tempo de recuperar o que o homem já destruiu da natureza. ‘‘Tenho certeza que os jovens podem fazer muito para a proteção ambiental. Entendo que a universidade tem obrigação de mostrar como se pode fazer isso’’, disse.
Depois da palestra, os alunos se dirigiram ao jardim da universidade, onde plantaram mais de quatro mil mudas de cercas vivas. Para a aluna do curso de pedagogia, Iria Andreola, este tipo de atividade contribui para uma maior conscientização.
Houve apresentação do Coral Indígena Ava-Guarani, de São Miguel do Iguaçu (43 Km a nordeste de Foz do Iguaçu), composto por 35 vozes infanto-juvenis. Para a reitora, Liana Fuga, o trote cultural é um contraponto aos abusos praticados pelos trotes comuns.
Amanhã, às 9h40, em frente ao Restaurante Universitário (RU), haverá apresentação do grupo de capoeira Iuna, coordenado pelo professor ‘‘Mestrinho’’. Nos dias 8 e 9, às 20h30, haverá apresentação do grupo de Teatro Universitário do Câmpus de Cascavel (Tucca) com a peça ‘‘O Despertar da Primavera’’. A apresentação será no anfiteatro e o ingresso é um quilo de alimento não perecível. O grupo é formado por alunos da instituição, coordenado pelo diretor de Teatro, Neuri Mossmann. A peça retrata a descoberta da sexualidade, a educação ética, a repressão moral da sociedade burguesa.

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