Calouros fazem teste para comprovar cor
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 18 de fevereiro de 2005
Andréa Bordinhão<br>Equipe da Folha 
Curitiba Boa parte dos 122 candidatos aprovados pela cota para afro-descendentes no vestibular da Universidade Federal do Paraná (UFPR) e que não foram considerados negros pela comissão de movimentos sociais ligados às questões raciais realizaram o teste de comprovação da cor ontem. A prova continua na segunda-feira. Os alunos estão sendo examinados por uma banca de pessoas também ligadas aos movimentos negros. Uma decisão administrativa cancelou as matrículas deles.
''Me senti discriminada quando soube da decisão. Além do mais, eu passei no curso de Veterinária, que é em Palotina. Como eu achei que estava tudo certo já paguei o aluguel de um apartamento lá'', reclamou a caloura Tamy Bini, que tem descendência negra por parte de seu pai, antes de entrar para a entrevista com a banca examinadora. Depois, Tammy já estava mais tranquila. ''Eles me perguntaram se eu seria uma representante do movimento negro na universidade. Acho que eles querem mesmo garantir que são pessoas comprometidas com a causa'', contou aliviada.
O resultado final da comprovação de cor sai na terça-feira (22). Caso algum dos 122 candidatos sejam mais uma vez ''reprovado'' no teste de negritude, a vaga dele será destinada aos candidatos que estão na lista geral de espera. Porém, esses candidatos podem recorrer à Justiça.


