Da Sucursal

Albari Rosa/Folha de LondrinaA ver naviosNeuci Cordeiro, vendedora em Curitiba e uma das prejudicadas: ‘‘Quitei a décima parcela no dia 7 de março e fui atrás da minha TV’’Pagar o consórcio e não receber o produto é motivo de indignação para pelo menos dez clientes da Divicom, de Curitiba. Fechada desde segunda-feira, a empresa fazia a venda programada de produtos eletrodomésticos e eletrônicos na Região Metropolitana. O dono da empresa, Wilmar Mileski, fugiu sem dar satisfação aos clientes. A denúncia já chegou à 1ª Delegacia de Furtos e Roubos (DFR) de Curitiba. Segundo o delegado Gérson Machado, o golpe alcança R$ 400 mil.
Mileski deve ser indiciado por formação de quadrilha e estelionato, crimes com penas que variam de um a cinco anos de cadeia. O delegado Machado já adiantou que vai pedir a prisão preventiva do dono da Divicom, caso ele não se apresente para depor. ‘‘As mercadorias deveriam ter sido entregues aos consorciados depois que a maioria das prestações estivesse paga. Alguns até quitaram todas as parcelas e nada receberam’’, disse.
A vendedora Neuci Cordeiro só deixou de pagar a última das 11 prestações de um televisor em cores com tela de 14 polegadas. ‘‘Quitei a décima parcela no dia 7 de março e fui atrás da minha TV’’, lembra. Como ela, outros consorciados foram em busca de seus bens. ‘‘A Divicom alegava que seus fornecedores estavam sem os produtos em estoque’’, conta o delegado. A empresa até mudou de endereço duas vezes em curto período.
O caso se tornou público após Mileski ter comprado televisores e geladeiras na Multiloja, em Curitiba, com cheques sem fundo do Banestado. A loja tentou penhorar os bens da Divicom para garantir o pagamento da dívida, de pouco mais de R$ 5,6 mil. O oficial de Justiça Jaime Lopes relacionou os produtos sexta-feira e programou o recolhimento para dali a três dias. No final de semana, porém, Mileski sumiu junto com os aparelhos.
Uma funcionária da Divicom, Joice Maciel, deu queixa do patrão à Polícia. Ela havia ficado como responsável pelos bens quando Lopes visitou a empresa. Mileski desapareceu com a carteira de trabalho dela.
A Divicom funcionava na Rua Francisco Torres 545 (Centro). O presidente da Câmara de Vereadores de Colombo, Armando Rufino, também está na lista de lesados. Em Arapoti, o funcionário público Edemir Macan caiu no golpe ao comprar um aparelho de som. O Procon divulga hoje o número de queixas contra a Divicom em todo o Paraná.

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