O calor intenso que atingiu o Paraná essa semana deverá ceder nos próximos dias. A previsão do Instituto Tecnológico Simepar é de temperaturas mais amenas nos próximos dias, com 70% de possibilidade de chuva em Curitiba e 50% em Londrina. "Devemos registrar a ocorrência de chuvas fortes, com ventos e até granizo em todas as regiões do estado", adianta a metereologista Sheila Paz, do Simepar.
Ontem o Instituto já registrou chuvas no interior do Estado. Houve também melhora no índice umidade relativa do ar. "Na quarta-feira, por exemplo, Curitiba registrou umidade de 28%. Já hoje (ontem) esse índice subiu para 38%, o que contribui para amenizar a sensação de calor", explica. No fim da tarde, a Capital registrava umidade de 73%. Em Londrina o índice chegou a 55%.
O aumento da nebulosidade também reduziu o índice de radiação ultravioleta da região. Segundo a previsão do Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC), o índice poderia chegar a 12UV ontem em Curitiba e Londrina, mas ficou em 6UV na capital e 2UV no Norte do estado.
O calor excessivo mudou a rotina da gerente de distribuidora de água Alcione de Jesus Cavali, da Bebidinha Distribuidora de Água Mineral. "A procura aumentou 30% e estamos recebendo menos mercadoria da distribuidora", conta.
No Sudoeste do Paraná, as altas temperaturas aumentaram a preocupação dos produtores com as aves. "O calor e a baixa umidade são as principais causas de morte nas granjas nessa época do ano", conta o diretor de Sanidade Animal da Secretaria de Estado da Agricultura, Marco Antônio Teixeira Pinto. Apesar da preocupação, no entanto, Teixeira informa que a mortalidade de aves na região está na faixa dos 10%. "É um índice normal para a estação", diz.

Radiação ultravioleta
"O índice de radiação ultravioleta aponta a quantidade de energia do sol que chega ao planeta. Normalmente a parte prejudicial dessa energia é filtrada pela camada de ozônio e pelas nuvens, mas em dias com pouca nebulosidade, o índice efetivo aumenta", explica a meteorologista Priscila Monteiro, do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET).
Para a pesquisadora Zimone Costa, do CPTEC, o índice alto registrado no Paraná não é incomum. "É o padrão dessa região do País nessa época do ano. O índice cai para 4UV em junho e 8UV em outubro", adianta. "O que é importante é alertar que as pessoas precisam estar mais atentas aos cuidados com o sol nas épocas com alto índice de radiação ultravioleta, o que ocorre nos meses de verão", recomenda. Por isso, a pesquisadora recomenda que, mesmo com a redução das temperaturas nos próximos dias, as pessoas continuem atentas a proteção solar. "Mesmo quando há muitas nuvens as pessoas continuam expostas à radiação e as riscos que isso representa de desenvolvimento de câncer na pele e envelhecimento precoce, por exemplo", alerta.

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