Calor favorece infestação de pulgas
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quinta-feira, 09 de setembro de 2004
Silvana Leão<br>Reportagem Local 
Nas últimas semanas, os moradores do Jardim Felicidade (Zona Leste) ganharam um problema: a presença indesejável de pulgas e carrapatos. A proliferação dos ectoparasitas é um dos incômodos causados pelo intenso calor e clima seco, responsáveis também pela dificuldade de respirar, irritações na pele e ardência nos olhos que se tornaram comuns para a maioria das pessoas. A região de Londrina já contabiliza 50 dias sem chuva, e a umidade relativa do ar, atualmente entre 15 e 20%, coloca os profissionais de saúde em estado de alerta.
Segundo o veterinário Ricardo de Barros, no inverno as pulgas e carrapatos ficam praticamente hibernados, à espera do clima quente para parasitar os animais e se reproduzirem. É o que vem ocorrendo no Jardim Felicidade. ''Nunca teve tanta pulga por aqui. A gente sai para estender roupa e quando vê elas estão subindo pelas nossas pernas'', conta a dona-de-casa Valdirene Aparecida Teodoro.
Os que mais sofrem são as crianças. Rosângela Pereira mostra as costas e pescoço do filho Gabriel, de cinco anos, cheio de cicatrizes resultantes de inflamações causadas pelas picadas. ''Agora está melhorando, mas ele teve que tomar injeção de antibiótico.'' Além dos ectoparasitas, os moradores reclamam que o calor e clima seco trouxeram um aumento de pernilongos e de poeira.
Segundo o gerente da Vigilância Sanitária, Marcelo Viana de Castro, há cerca de dois meses foi feito um trabalho de roçagem e uso de carrapaticida no Jardim Felicidade. ''Mas estas medidas não funcionam se os animais da região continuarem infestados'', afirma Castro. Ele informou que até ontem à tarde a Vigilância não havia registrado novas reclamações de infestação de carrapatos no local.
Ficar de olho nas pulgas e carrapatos não é o único cuidado que se deve ter com os animais nesta época de estiagem. A exemplo de seus donos, bichos domésticos como cães e gatos ficam mais propensos às doenças infecto-contagiosas e problemas alérgicos no aparelho respiratório. Entre os cuidados recomendados pelo veterinário Ricardo de Barros estão a oferta de água com abundância, vacinação, tosa e escovação dos pêlos.
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