Nem todos os comerciantes ficaram satisfeitos com as vendas feitas durante a exposição de Londrina. O calor atrapalhou bastante as vendas das roupas de lã e linha que Marlene Woicecoski trouxe de Porto Alegre. ‘‘Sábado foi ótimo, mas teve um dia que nem abrimos o caixa’’, disse ela, que reclamou da falta de ventiladores no pavilhão. A mesma reinvindicação de Armando Montalvo, de São Paulo, que vendia artigos peruanos e registrou uma queda de 20% em relação ao ano passado.
O proprietário da Casa do Carneiro, Marcos Adur, de Curitiba, também não estava contente. O movimento no seu estabelecimento ficou 35% abaixo das expectativas. ‘‘O local não foi apropriado para o nosso produto; o público não passava por aqui, pois faltaram atrativos no Pavilhão Internacional, onde só colocaram estandes de órgãos do governo. A organização nos proibiu de fazer divulgação dentro do parque. Como as pessoas iam saber que estávamos aqui?’’, argumentou Adur.
Já o empresário Márcio Antônio Alberici, proprietário da Churrascaria Chopim, não teve do que reclamar. ‘‘Comparada aos últimos seis anos, esta edição da feira foi a que mais nos deu retorno, superando as nossas expectativas’’, revelou ele, que teve um público 20% maior do que no ano passado. ‘‘O nível da feira cresceu muito, os expositores investiram mais nos estandes e isso engrandeceu o evento’’, analisou.

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