Calor dificulta algumas profissões
Israel Reinstein
De Curitiba
O calor de Curitiba tem sido intenso para os moradores da cidade nos últimos dias. As temperaturas neste mês vêm beirando às vezes ultrapassando os 30 graus, segundo o Sistema Meteorológico do Paraná (Simepar). Mas para algumas pessoas as máximas do dia acabam sendo mais agradáveis em função da atividade profissional. A temperatura ambiente é mais baixa do que a registrada no meu trabalho, afirmou o chapeiro Hélio Zonta, que passa o dia preparando cachorro-quente e sanduíches, em uma lanchonete da Rua XV de Novembro.
Zonta contou que quando a temperatura sobe demais, ele se vale de uma série de estratégias para se refrescar. Para diminuir a sensação de calor, faço os sanduíches o mais rápido possível e saio de perto da chapa, afirmou. Ao fazer isso, ele fica próximo do balcão do bar, onde bate vento. Assim refresca um pouco, disse.
O chapeiro considera que o ideal seria ir de bermuda para o trabalho. Mas a casa não permite e os consumidores iam achar estranho, afirmou. Mais esquisito ficaria se o gerente de banco, Mário César Arceno, fosse trabalhar dessa maneira. Usar terno e gravata é muito difícil com este calor de rachar, disse Arceno. Ontem, quando o gerente caminhava no centro da cidade, resolvendo problemas de clientes, os termômetros marcavam 31,1 graus.
O problema é que o meteorologista do Simepar, Vilson Ferreira, avisa que os curitibanos vão continuar enfrentando altas temperaturas. É comum nesse mês que as máximas passem de 30 graus, afirmou. No entanto, para compensar os curitibanos, ele avisa que nos fins de tarde, deverão acontecer chuvas isoladas. Elas serão provocadas por nuvens esparsas, como uma enxurrada igual a de ontem, que derrubou algumas árvores da cidade.
Mas essa mudança de temperatura também é ruim para a gente, disse o taxista Manoel Barbosa. Ele afirmou que, como existem poucos pontos com proteção, os clientes acabam não tendo lugar para se proteger do calor e das águas. Durante o começo do dia, a gente não consegue se esconder do sol que esquenta os carros. Já no fim da tarde, a forte chuva refresca, mas não permite que o freguês se esconda, completou. Para se livrar da temperatura, eles se escondem nos beirais dos prédios. Mas a gente fica afastado do carro, onde estão os clientes.





