Calor aumenta poluição em Araucária
Rubens Burigo Neto
Especial para a Folha
O calor e o clima seco estão aumentando o forte cheiro provocado pela produção da Companhia de Celulose e Papel do Paraná (Cocelpa), instalada na Rodovia do Xisto, divisa dos municípios de Curitiba e Araucária. Apesar de estarem acostumados a conviver com o problema, os moradores do bairro Moradias da Ordem, que fica a menos de dois quilômetros da indústria, contam que o odor desagradável se intensificou nas últimas semanas.
Durante a madrugada e no começo da manhã o cheiro - que lembra uma mistura de enxofre e esgoto - fica insuportável, reclama Ivonete Alves, dona de uma lanchonete. Ela mora há quatro anos no bairro e já pensou em se mudar por causa do problema. Sempre tenho dores de cabeça. Segundo a secretária do advogado da Cocelpa, ele não poderia atender a reportagem da Folha para falar sobre o assunto porque estaria em audiências durante toda a tarde.
Os moradores temem que o odor esteja diretamente relacionado à poluição no bairro. Ana Cecília Nowacki, chefe da Divisão Técnica Ambiental do Instituto Ambiental do Paraná (IAP), explica que o odor ainda não é um parâmetro para mensurar níveis de poluição.
Mais problemas Na segunda-feira, atendendo uma solicitação da Promotoria Pública de Araucária, técnicos do IAP constataram que a Cocelpa está emitindo fuligem acima dos níveis permitidos pela legislação ambiental. O IAP exigiu que a empresa faça um projeto para o tratamento de efluentes de material particulado (fuligem), até janeiro do ano que vem. No mesmo mês também encerra-se o prazo para que a empresa enquadre seus sistema de produção em outros programas de prevenção ambiental.





