Calor aumenta o perigo de
incidência da aranha marrom
DivulgaçãoÉ bom sempre checar roupas e calçados antes de usá-losA aranha marron já provocou 1226 acidentes nos primeiros dez meses deste ano em Curitiba. Agora, com a chegada do calor, o perigo aumenta pois a aranha, que responde por 90% do total dos casos com animais peçonhentos atendidos em unidades de saúde, sai de seus esconderijos.
Em comparação com o mesmo período do ano passado, os casos caíram em 32%. A médica Letícia Gatti, da Unidade de Saúde Campo Comprido, aconselha a limpeza frequente dos móveis e quadros e a revisar roupas e calçados antes de vestir.
O aprimoramento do diagnóstico clínico nas unidades de saúde também está ajudando a identificar melhor qual o tipo de picada. Do total de casos registrados, apenas 10% das pessoas conseguem ver o animal. 90% só percebe a picada após algumas horas, quando aparecem os primeiros sinais.
A maioria dos acidentes, segundo dados da prefeitura, acontece dentro de casa com adultos. Cerca de 70% são com mulheres. Ainda não se sabe porque as mulheres desenvolvem lesões mais graves que os homens. As partes do corpo mais atingidas são pescoço, tórax, coxas e braços. O soro anti-loxoscélico é indicado somente para os casos graves (5% do total). Os demais são tratados com remédios anti-inflamatórios à base de corticóide.
Os primeiros sintomas são coceira e sensação de queima que aparecem de 8 a 12 horas depois do acidente. Depois, vômito, grosseirão na pele, febre e náusea. Os sintomas e a gravidade da lesão dependem da quantidade de veneno injetada. Se a aranha passou a noite caçando insetos, quando for picar uma pessoa terá menos veneno para inocular.

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