Um dia após a confusão na Escola Oficina, localizada no Conjunto João Paz (zona norte de Londrina), quando a Polícia Militar chegou a ser chamada pela diretoria, as atividades transcorreram normalmente na instituição. ''Não houve nenhum problema, está tudo calmo'', relatou um funcionário à Folha. ''Pela manhã, os educadores conversaram com os alunos, para reatar relações e não deixar que aquela situação (a briga) passasse em branco. Tudo correu bem'', disse a secretária Municipal de Assistência Social, Maria Luiza Rizotti.
Anteontem, um grupo de alunos discutiu com diretores e, segundo relatos, quebrou janelas. O motivo do bate-boca seria o roubo de um rádio. As oficinas foram interrompidas no início da tarde. Dois alunos se cortaram ao quebrar vidros e alguns jovens foram encaminhados ao Conselho Tutelar por suspeita de participação no incidente. Os desentendimentos têm sido constantes no local desde que a prefeitura assumiu a administração da Escola, em setembro.
A instituição atende crianças e adolescentes em situações sociais adversas e era gerida anteriormente pela Associação da Criança e do Adolescente de Londrina (Acalon), afastada após denúncias de irregularidades administrativas. A municipalização efetiva ocorrerá em janeiro de 2004.
No final da tarde de ontem, a secretária se reuniu com os funcionários para avaliar a situação. ''A maioria dos alunos está satisfeita com os métodos da nova administração. Sabíamos que haveria resistência de alguns estudantes. Na reunião, os funcionários chegaram à conclusão de que esta minoria está testando os limites dos novos educadores'', explicou Maria Luiza. Hoje pela manhã, a diretoria se reunirá novamente para fazer um diagnóstico da primeira semana após a encampação pelo município.

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