Caldeiras quebradas impedem esterilizações e adiam cirurgia
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 13 de outubro de 1997
Curitiba 
Problemas nas duas caldeiras que fornecem água quente e fazem funcionar o sistema de autoclave para esterilização de equipamentos estão causando transtornos no Hospital do Trabalhador, antigo Hospital Geral do Portão, em Curitiba. Materiais estão sendo esterilizados em outros hospitais há mais de uma semana e pelo menos uma cirurgia eletiva foi adiada. Mas a direção garante que o problema não afetou o atendimento nem aumentou o risco de infecções.
Não é a situação ideal, mas estamos trabalhando para ter o mínimo possível de prejuízo, disse a diretora geral do hospital, a médica Marilise Borges Brandão. Segundo ela, é comum que os hospitais socorram uns aos outros quando ocorrem problemas nos equipamentos.
O Hospital do Trabalhador tem duas caldeiras, uma elétrica e outra movida a diesel. A caldeira a diesel está parada há muito tempo, à espera de reparos. A elétrica teve uma das três resistências queimadas, reduzindo a produção de água quente.
Segundo Marilise Brandão, o hospital decidiu priorizar o banho dos pacientes e o funcionamento da lavanderia. O material que precisa de esterlização passou a ser enviado para o Hospital de Clínicas e a Clínica de Fraturas Novo Mundo. Todo o material passa por testes antes de ser usado e não acusamos problemas, disse a diretora.
No final da semana passada, a resistência queimada foi substituída e iniciaram os testes com a autoclave, que deverá voltar a funcionar amanhã. Segundo Marcelise, também está sendo montado um esquema de resistência de reserva e providenciado o conserto da caldeira a diesel, para evitar novos problemas e reforçar a capacidade do hospital.
Hoje, o hospital tem 90 leitos, para as áreas de infectologia, maternidade, pediatria e clínica cirúrgica. A intenção é dobrar o número de leitos a partir do ano que vem, incluindo o funcionamento de um pronto-socorro.


