Calçados adequados para crianças
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quinta-feira, 25 de abril de 2013
Reportagem Local 
Não é de hoje que o mercado é cheio de apelos ao consumo. E isso atinge também o público infantil. O problema é que muitas vezes o produto desejado não vai ao encontro das necessidades da criança. Aliás, por vezes o problema é ainda mais grave, sendo prejudicial à saúde. O alerta é da ortopedista infantil Adriana Pazin, de Londrina. "A criança em seus primeiros anos de vida está em desenvolvimento. Nessa fase, por exemplo, é essencial usar sapatos flexíveis para fortalecer a musculatura do pé. Até os quatro anos isso é fundamental", exemplifica.
Se as lojas estão cheias de calçados coloridos, nem todos ideais para esse desenvolvimento, os pais precisam prestar atenção a esse detalhe. E para um melhor desenvolvimento, Adriana afirma ser importante deixar a criança andar descalça em casa. "Se está frio, podem ser usadas aquelas meias com antiderrapante", completa a especialista da Clínica Uniorte.
O tão desejado sapato de saltinho está proibido para todas as meninas antes da completa formação que pode significar, 13, 14 anos, dependendo de cada caso. "Há o risco de machucar, que é imediato, pois a criança não fica sentadinha, ela quer correr, brincar, e esses saltos são perigosos. Há que lembrar que a altura delas é diferente da nossa, por isso, um salto pequeno para nós é alto para crianças, isso é proporcional", reforça a especialista. Além disso ela salienta que o uso desse salto pode levar a alterações na postura. "Ao tentar se equilibrar a criança acaba desenvolvendo esses problemas. Portanto, se ganhou de presente, o melhor é trocar por outro calçado mais adequado".
Se a criança gosta mais de um calçado que do outro, não pelo apelo estético, é bom levar em consideração. "Ela sabe o que é confortável, é importante saber que o sapato é que tem que se adaptar ao seu pé e não o contrário."
Segundo Adriana, muitos dos problemas que chegam ao consultório são fruto de má orientação dos pais, como o uso de calçados inadequados. Outra queixa comum são dores provocadas por mochilas pesadas. Ela explica ser preciso respeitar o peso máximo de 10% do peso da criança, com atenção para as mais gordinhas.
"Não é porque ela é mais pesada que vai conseguir carregar mais peso. Tem que ver o peso para aquela idade, é esse que a estrutura dela está pronta para carregar", orienta a ortopedista. Uma dica que ela dá é retirar todos os objetos supérfluos da mochila, comuns principalmente entre as meninas. Nada de coleção de canetas, brinquedos, e outros adereços. Somados, eles significam peso a mais. Além disso, fica a dica: "mochila tem duas alças para usar as duas", destaca.
Outro erro comum é usar andadores nas primeiras fases do desenvolvimento do bebê. Adriana alerta que até a Sociedade Brasileira de Pediatria condena esse uso. "Primeiro tem o risco de cair, pois a criança 'voa' com o andador. Além disso, ela vai acabar andando na ponta do pé e com isso não desenvolve o equilíbrio. O andador acaba atrasando o início da marcha.
O mais, importante, garante a especialista, e cuidar do bem-estar dos pequenos. "A criança não deve sentir dor. Se ela persiste tem que buscar a causa e fazer a exclusão de doenças mais graves", orienta.
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