Londrina - O Jardim Maringá fica na zona oeste de Londrina, a poucos metros do Lago Igapó, um dos cartões postais da cidade. Os moradores, porém, reclamam do estado de abandono. Segundo a fisioterapeuta Ana Paula Rosseto Garcia, moradora da Rua Charles Robert Darwin, um dos principais problemas é com as calçadas. Passeios públicos quebrados, mato alto, falta de varrição e material reciclável ou restos de podas de árvores obstruindo a passagem são verificados na via.
"Eu tenho um bebê de 1 ano e meio e não posso sair a pé com ele sem andar no meio da rua. O problema é que desde que fecharam alguns cruzamentos da Avenida Maringá, esta rua tem ficado movimentada e eu corro riscos de ser atropelada", reclamou a fisioterapeuta, observando que muitos moradores são octogenários, com dificuldades de locomoção.
Já o comerciante Antônio Carlos Bertoldo, também morador da mesma rua, disse que teve a casa invadida por ladrões. De acordo com ele, os bandidos se aproveitaram do mato alto no terreno baldio para se esconder e agir no momento mais oportuno. "Tive que eu mesmo roçar o terreno, porque o proprietário não fez isso."
Além do mato alto, os moradores precisam conviver com materiais de construção na calçada e sofás descartados em terrenos baldios.
A reportagem ouviu as mais diversas desculpas das pessoas que deixaram as calçadas obstruídas, como falta de tempo para retirar os restos de uma poda de árvore e falta de recursos para consertar o passeio. Já as caixas de papelão vazias foram largadas porque o morador desconhecia em quais dias a equipe da coleta de recicláveis passa. Ele alegou que se mudou para o bairro há poucos dias.
Alguns proprietários de terrenos e calçadas com mato alto foram procurados, mas não atenderam a reportagem. Uma das casas pertence a uma empreiteira que aloja funcionários terceirizados que trabalham nas obras da subestação da Copel próxima dali. A assessoria de comunicação da Copel informou que entrará em contato com a empresa e solicitará que ela tome providências.
A Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) afirmou que a capina de áreas particulares e calçadas é realizada apenas por uma equipe.

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