Calçadas bem cuidadas
Já não é a primeira vez que acontece, mas é sempre curioso: um leitor escreveu dizendo que queria fazer um comentário positivo e elogioso, mas temendo que isto não seria acolhido pela Praça. Este é um equívoco muito comum entre a maioria dos leitores, o de julgar que jornalista só se interessa por notícia ruim. Não é exato. Na verdade, é muito bom dar notícias boas, é ótimo poder elogiar iniciativas. Infelizmente, só as coisas ruins e erradas é que se destacam, até porque, na maior parte dos casos, os elogios surgem diante de uma coisa que deveria ser considerada normal.
É o caso da carta do citado leitor. Comentando reportagem publicada recentemente por este caderno, a respeito da péssima situação das calçadas (questão que também já foi abordada algumas vezes na Praça) ele pede para que se elogie, pelo menos, dois trechos de calçada. O primeiro é o da frente do Instituto Seminário Biblíco de Londrina, na rua Souza Naves, ''quase um quarteirão inteiro em excelente estado, sem falhas'', ressalta. O outro é o que está diante da Drogamed que fica situada em frente ao Hospital Evangélico, na Avenida Bandeirantes.
São dois bons exemplos que, sem dúvida, merecem elogio, mesmo. E, seguramente, há muitos mais sendo que a Praça está aberta para divulgá-los, caso os leitores queiram fazê-lo. Todavia, há um detalhe realmente curioso: a conservação das calçadas incumbe aos proprietários dos respectivos terrenos. E uma calçada bem conservada não é (ou não deveria ser) motivo para espanto. Lamentavelmente, entre nós, quando alguém faz o que deve fazer no caso conservar adequadamente as suas calçadas deve merecer elogios porque esta é uma prática rara.
Gastos da campanha
Uma leitora ligou, muito irritada, dizendo sentir-se verdadeiramente roubada com os gastos da campanha eleitoral. Ela revelou que recebeu em sua casa propaganda feita em papel de luxo, e que parece a ela muito caro. ''Preciso gastar, mensalmente, R$ 75, para comprar um remédio que vou precisar usar a vida toda'', ela afirmou, completando: ''Para mim, é um gasto enorme, consome boa parte do que ganho. Daí vejo a despesa com este tipo de propaganda, sei que este dinheiro sai do meu e do bolso de todos os brasileiros. Não posso conter a revolta''.
Barulho da campanha
A campanha eleitoral está, naturalmente, na ordem do dia. O sr. Jorge ligou para comentar um assunto colocado aqui logo que a atual campanha começou, a respeito dos candidatos que usam carros de som que ficam passando pela cidade, fazendo muito barulho. ''Na ocasião'' lembra o sr. Jorge ''você quis saber se havia alguém que resolveu votar em candidato por ter ouvido seu carro de som, na rua. Por mim, digo: já risquei alguns de minha lista, precisamente por causa do barulho que andam fazendo pela cidade''.





