Imagem ilustrativa da imagem Calçadão volta a receber quiosque em janeiro
| Foto: Ricardo Chicarelli
"Meu pai era conhecido pelos clientes como ‘Gente Boa’. Em homenagem a ele, o quiosque será chamado de Estação Gente Boa", explica a comerciante Quedima Oliveira Carvalho


Os quiosques do Calçadão da Avenida Paraná, no Centro de Londrina, devem voltar a funcionar somente em 2017. A previsão inicial era de que essas estruturas ficassem prontas em novembro, mas devido a uma série de contratempos,
elas devem ser entregues nesta semana. Mesmo que ainda faltem alguns detalhes externos, os proprietários que começarão a operar os novos quiosques já terão acesso à área interna para fazer qualquer tipo de intervenção. "A abertura depende de cada um dos proprietários que firmou o contrato com a prefeitura", expôs o arquiteto e fiscal de execução das obras da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização, Alex Acosta Vieira.

A família da comerciante Quedima Oliveira Carvalho, de Londrina, irá conduzir dois dos três quiosques licitados para o Calçadão. Pelas previsões de Quedima, a primeira cafeteria deve ficar pronta no dia 15 de janeiro e o segundo quiosque, que também terá cafés, salgados e lanches, deve ser inaugurado somente em maio. Quedima explica que seus pais trabalharam como ambulantes no Calçadão, vendendo salgados que a mãe fazia. O pai faleceu há cerca de seis anos e a família chegou a abrir dois restaurantes e lanchonetes no centro, mas ressalta que esse retorno ao Calçadão é muito simbólico.

"Para nós é uma coisa muito grande. Meu pai era conhecido pelos clientes como 'Gente Boa'. Em homenagem a ele, o quiosque será chamado de Estação Gente Boa", observa Quedima. Ela revela estar ansiosa e que o desafio de conduzir um quiosque no Calçadão é muito grande, mas está entusiasmada. "É um presente de Deus para a gente que começou do nada. A gente serve a cidade de Londrina com muito prazer", afirma.

A comerciante Neusa Polônio Violin assumirá o quiosque que abrigará a floricultura, mas diz que ainda não há previsão do início das atividades. Ela trabalha há 13 anos com flores em Cambé (Rregião Metropolitana de Londrina) e conta que foram seus filhos que tiveram a iniciativa de procurar montar um quiosque no Calçadão. "Eu achei o ponto muito bom; acho que vai ter bastante movimentação, mas só depois que começar vamos ver se isso vai se confirmar. Particularmente gostei do lugar", declara, se referindo à estrutura que fica debaixo de árvores. Ela pretende comercializar todos os tipos de flores, artificiais e naturais.

As obras dos quiosques chamam a atenção dos pedestres que circulam no entorno. O vendedor Marcelo Teixeira relata que a cafeteria pode ser uma opção de lanche rápido no Centro. "Teremos a opção de comprar um salgado aqui", declara. "Mas temos que ver se o preço será acessível", pondera a gerente de um estabelecimento, Renata Santos.

O comerciante autônomo André Ferreira destaca que sente falta das bancas de jornais e revistas, justamente o quiosque que não teve interessados. "Era legal ficar vendo as revistas. Quando criança eu vinha aqui e comprava muitos gibis", relata.

Para a professora Mara Teixeira Benfica a volta dos quiosques ao Calçadão é excelente. "Eu sou de Natal e moro aqui em Londrina há 13 anos. Eu fui contra a remoção do piso antigo (petit-pavet) e dos quiosques. Eles dão outra vida, um outro significado ao Calçadão. A sensação que eu tinha era de que os quiosques eram um ponto de encontro, uma referência", destaca.

A volta dos quiosques acontecerá sete anos após a remoção desse tipo de comércio do Calçadão, realizada em 2010. Na época, 38 pontos espalhavam-se pela Avenida Paraná e outras ruas do entorno, como a Avenida Rio de Janeiro e a Concha Acústica.

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