Calçadão vira picadeiro no Festival de Circo
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quarta-feira, 11 de dezembro de 2013
Celso Felizardo<br>Reportagem Local 
Londrina - A falta de patrocínio não abalou a Associação Londrinense de Circo, que promoveu na tarde de ontem, no Calçadão, em Londrina, a abertura da nona edição do Festival de Circo de Londrina. Sem verbas públicas, o evento não contou com trupes de renome, como nos anos anteriores, mas o público pôde conferir as promessas locais, os alunos da Escola de Circo.
Ao lado da Troupe Aerocircus, os cerca de 20 meninos fizeram bonito e arrancaram aplausos com números de saltos, malabarismo e trampolim. Nos segundos que antecediam as acrobacias, a pequena Sofia, de 5 anos, prendia a respiração e firmava os olhos. A apreensão só era quebrada após o pouso dos artistas. Ela correspondia com sorrisos e aplausos. "Eles não deixaram o aniversário da cidade passar em branco. Foi muito bonito e serve de incentivo para outras crianças e adolescentes", defendeu a mãe de Sofia, a educadora física Iru Oliveira.
O aniversário dos 79 anos de Londrina foi comemorado juntamente com o Dia do Palhaço. Sérgio Oliveira, o palhaço Strimilik, puxou o coro, acompanhado por todos. "Estamos aqui para mostrar que mesmo sem ajuda do poder público podemos fazer um bonito espetáculo", destacou.
Uma ajuda fundamental foi o ônibus palco, doado pelo Teatro Guaíra. Com espaços para guardar os equipamentos, camarim e até um palco no teto, o veículo é praticamente a casa de Oliveira. É no ônibus que eles seguem para o Jardim União da Vitória (zona sul) na sexta-feira. Às 16 horas, haverá apresentação para comemorar o período de um ano da Unidade Paraná Seguro (UPS) no bairro.
No terceiro ano da Escola de Circo, Ana Julia de Moro, de 17 anos, é uma das alunas mais dedicadas. Começou aos 9 anos, na escola da Higienópolis. Nos últimos anos decidiu se profissionalizar e procurou o curso. "Levo muito a sério a rotina de treinamento para aperfeiçoar cada vez mais minha técnica", contou. Além de números de acrobacias com tecidos e monociclo, ela também faz a criançada rir como a palhaça Abacate. "O circo é minha vida. Desde pequena segui minha vocação."
Hoje o festival segue, com apresentação na Escola Municipal Norman Prochet, na Rua Montevidéu, 528. A partir de amanhã, os espetáculos se concentram no Centro Cultural da Zona Norte, na Avenida Saul Elkind, 790.


