Um movimento intenso tomou conta do Calçadão de Londrina, ontem de manhã. Com o dia de sol, muitas pessoas passaram por ali em busca de compras, mas também, de cultura.
  O casal maringaense Márcia Andrade e Márcio Rocha, vieram a Londrina à procura de espetáculos de rua. ‘‘Viemos para o Filo e não poderíamos deixar de vir ao calçadão. Ficamos surpresos, pois encontramos muito mais do que uma encenação de teatro. Passeamos pela feira, assistimos a uma apresentação de tambores japoneses e ainda presenciamos um protesto’’, diz Márcio, que aproveitou para registrar tudo com a máquina fotográfica. ‘‘Todos os anos participamos do Filo. O clima social do festival é muito interessante. Ele causa uma efervescência cultural em toda a cidade. Além disso, as peças de teatro que mais me impactaram, foram atrações do Filo’’, ressalta.
  Na programação de ontem, a Companhia Gira Dança, de Natal (RN) propôs uma experiência diferente aos espectadores, que puderam assistir fragmentos do espetáculo ‘‘A Cura’’, em frente ao Teatro Ouro Verde.
  ‘‘A Companhia tem um trabalho social, com a inclusão de atores com deficiências físicas. Nossa proposta é dialogar com o cotidiano, ocupando os espaços públicos. Queremos chamar a atenção de quem nos assiste, sobre a presença do outro e a interferência de cada um na sociedade’’, diz Jaquelene Linhares, bailarina, atriz e pesquisadora. É a primeira vez que o grupo vem a Londrina. Ele existe há seis anos e tem direção artística de Anderson Leão.

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