Promessa de campanha do atual prefeito José Perazolo (PFL), a rodoviária é um anseio antigo da comunidade, mas já foi preterido em uma consulta popular. Em 1991, a população elegeu a construção de um calçadão na área central como prioridade.
O projeto vitorioso foi executado apenas em parte e ainda teve que sofrer uma modificação profunda no ano passado. Ao invés de duas, como previa o projeto original, o calçadão ocupa apenas uma quadra.
Com a circulação de pedestres abaixo do esperado e a suspensão do tráfego de veículos, os comerciantes reclamaram e a prefeitura cortou a área com uma via sinuosa, que preserva as árvores plantadas no local, dá vazão ao tráfego com velocidade reduzida e cria área para estacionamento em 45 graus. ‘‘Hoje, o sucesso é tão grande, que os comerciantes da outra quadra também estão lutando pela construção da via sinuosa’’, diz Campaner.
Desta vez, porém, antes da extensão do calçadão, a prefeitura preferiu investir em um novo terminal de passageiros. Por medida de contenção de despesas, foram engavetados cinco projetos que previam a transferência da rodoviária para outro ponto da cidade. ‘‘Seriam elefantes brancos mal localizados’’, justifica o secretário. ‘‘Além disso, podemos economizar para investir em uma obra melhor acabada, com material de primeira, mais resistente, que permita uma manutenção mais barata’’, defende.
Para Campaner, a opção da reforma foi a mais sensata, pois a atual rodoviária tem ‘‘excelente localização’’. ‘‘É próxima do centro e de uma via rápida, além de ter uma dimensão adequada’’. Serão cinco plataformas (e espaço de espera para mais três ônibus) e 1,2 mil metros quadrados de área coberta. Atualmente são dez plataformas, dificilmente utilizadas simultaneamente. (L.F.M.)

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