RUA DAS FLORES
Calçadão fica pronto no aniversário
Mauro FrassonA primeira parte das obras no calçadão da Rua XV está quase concluída

Michele Muller
De Curitiba

Está prevista para o dia 29 de março – data de aniversário de Curitiba – a conclusão das obras de revitalização da Rua XV de Novembro. O lado direito da rua, partindo da Praça Santos Andrade em direção à Praça Osório, já está praticamente finalizado, em fase de pavimentação. Segundo a assessoria de imprensa da Prefeitura, o trabalho, que começou no nos primeiros dias de janeiro, deve ser concluído dentro do prazo previsto, mesmo que as próximas semanas contem com alguns dias de chuva.
Assinado pelo Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba (Ippuc), o projeto do calçadão está orçado em R$ 1,9 milhão e tem financiamento do Fundo de Desenvolvimento Urbano (FDU), do Governo do Estado do Paraná. As reformas incluem melhorias de redes de água, esgoto, energia elétrica e telefonia, renovação de floreiras, bancos e quiosques, remodelação do calçamento e instalação de 14 câmeras de monitoramento.
Essas câmeras, que têm como finalidade a contenção da violência, estão vinculadas ao cabeamento de fibra ótica, o que irá permitir uma alta qualidade de imagem. ‘‘Elas já existem em qualquer estabelecimento particular e são muito comuns nas ruas de países desenvolvidos. Só em Londres há cerca de 2 mil espalhadas por toda a cidade’’, explica o presidente do Ippuc, Luiz Haiakawa’’. O monitoramento será feito em uma central instalada na Praça Osório.
Tombado pelo Estado em 1976, quatro anos após sua criação, o calçadão não pode ter sua concepção arquitetônica modificada. Por isso, antes de ser executado, o projeto idealizado por por parte dos 60 arquitetos do Ippuc precisou passar por uma avaliação da Curadoria do Patrimônio Histórico do Estado.
Apenas alguns detalhes no visual da rua serão alterados. Um deles é a substituição da linha vermelha, ou Linha da Memória, por uma pista táctil, que além de conduzir os pedestres aos prédios histórios da região central, servirá como um guia para deficientes visuais. Outro fica por conta da reconstrução da antiga sala de estar – um espaço que irá aglomerar bancos, quiosques e muitas floreiras. ‘‘Foi uma solicitação da Associação dos Lojistas da Rua das Flores. Eles alegaram que, para fazer jus ao nome, a rua precisava ser mais florida’’, conta Haiakawa.

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