Dois meses após o início da reforma no Calçadão de Londrina, ainda faltam cerca de 30% para a conclusão das obras. Ao todo, 15 mil metros quadrados de petit pavet vêm sendo restaurados por cerca de 20 funcionários desde o dia 10 de julho. A previsão inicial era de que até o dia 18 o trabalho estivesse concluído, mas, segundo o presidente da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU), Mauro Yamamoto, dias chuvosos e a necessidade de realocar temporariamente alguns funcionários para outra obra geraram um atraso de sete dias úteis.
Yamamoto calcula que as obras no quarto trecho, que compreende a quadra entre as ruas São Paulo e Rio de Janeiro, terminem hoje, mas que a última quadra, por ter uma área maior, vai precisar de mais do que os oito dias úteis previstos para cada trecho. ''Acreditamos que as obras estejam concluídas até o final do mês. Mas, levando-se em conta os contratempos, ainda estamos dentro do cronograma inicial'', comentou.
Caminhando pela parte ainda não reformada, a psicóloga Alessandra Jesus Politi, 34 anos, revelou que já ''pagou muito mico'' por ali. ''Passo aqui todos os dias. Já caí três vezes, sem contar que enrosquei o salto e deixei o calçado para trás. Não sei se adianta muito reformar, porque daqui a pouco os buracos voltam a se formar novamente. Acho que todo o piso tinha que ser substituído'', comentou.
Já na parte renovada, a cabeleireira Fabíola Leal da Silva, 27 anos, afirmou pensar exatamente o contrário. ''Essa é a cara do Calçadão, tem que continuar assim. Mas a própria prefeitura precisa cuidar da manutenção, para não estragar tudo de novo'', opinou.
Além de dividir opiniões, a reforma também vem incomodando quem passa ou trabalha no Calçadão. ''Até agora, está uma bagunça; quero ver depois que terminar, pode ser que resolva. Mas eles estão demorando muito, tinham condições de terminar mais rápido. Essa confusão atrapalha bastante, nem tanto pelo barulho, mas porque a gente tem que ficar desviando'', reclamou André Soares, 22 anos.
''Eu acho que é um paliativo, não vai resolver. Já tem grades tortas, e tem trechos em que os buracos continuam, já foram lá para a frente mas não terminaram aqui ainda. Além disso, eles deixam as pedras amontoadas e a molecada vem e esparrama'', complementou Regina Lúcia Louzada, proprietária de uma loja no Calçadão, reclamando também da limpeza no local. ''Tinha que lavar mais vezes, mas isso ajuda a soltar as pedras. Então, enquanto esse tipo de pavimento continuar, o problema vai ser eterno.''
O presidente da CMTU reconheceu que o Calçadão estava em péssimo estado de conservação. ''Cerca de 20% - ou 3 mil metros quadrados - do Calçadão estava com as pedras soltas. Os funcionários estão recolocando essas pedras, reassentando-as, e depois fazendo o rejuntamento. Os trechos já concluídos devem ser lavados ainda esta semana'', informou.
Segundo Yamamoto, o número de grelhas também foi reduzido. ''Deixamos só onde elas eram realmente necessárias. E estas foram refeitas, pintadas ou substituídas'', relatou, acrescentando que os bancos do Calçadão também devem ser consertados.
Yamamoto adiantou ainda que, concluídas as obras no Calçadão, o piso de outros espaços públicos, como as áreas em frente à Biblioteca Municipal, Museu de Arte e a praça localizada no início da rua Quintino Bocaiúva, também passarão por uma reforma.

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