Caso a previsão de chuvas fortes se cumpra, a inundação mais grave em Curitiba deverá ser enfrentada pelos moradores do bairro Alto Cajuru. Além de ter sido organizado numa área baixa da cidade, o bairro ainda é cortado pela linha do trem, construída num plano mais elevado e que funciona como um obstáculo para o escoamento das águas.
A proximidade do bairro Alto Cajuru com o Rio Atuba, que faz a divisa de Curitiba com o município de Pinhais, é outro fator que contribui para as enchentes na região. A Vila Autódromo, construída ao lado do Autódromo Internacional, é considerada uma área de alto risco e de ocupação irregular. A prefeitura pretende transferir todas as famílias que moram na faixa de 30 metros a partir da margem do rio, área sujeita a alagamentos e considerada não-edificável pela legislação ambiental.
Além da transferência destas famílias, a prefeitura também pretende canalizar os córregos do bairro e construir novas pontes. Ao todo, serão três pontes ferroviárias para possibilitar a passagem dos canais por baixo da linha férrea, e outras 16 pontes de concreto para substituir as atuais, feitas de madeira e em estado precário. Segundo cálculos da prefeitura, a preparação do bairro contra as enchentes deverá custar cerca de R$ 5,6 milhões.
Nas regiões mais sujeitas a enchentes - além do Cajuru, há o Boqueirão e o Boa Vista -, vai ser reforçada a dragagem dos rios Belém, Atuba, Bacacheri e Ribeirão do Padilha, bacias comprometidas pelo acúmulo de lixo. Segundo o secretário municipal de Saneamento, Eduardo Conter, esses rios foram limpos este ano e já estão assoreados novamente.

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