Cajuru já planeja nova ampliação
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quarta-feira, 05 de novembro de 1997
Guilherme Pupo 
Curitiba
Kraw PenasAtualmente, o hospital oferece cerca de 200 leitos para o SUS e 50 para pacientes atendidos por convênios ou particularesDepois de ter inaugurado um novo prédio há cerca de um ano, o Hospital Cajuru, da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR), já está programando mais uma ampliação para atender o aumento no número de pacientes. A nova área, que já foi denominada Instituto da Emergência, vai incluir pronto-socorro, centro cirúrgico, centro de imagem e novas unidades de terapia intensiva (UTI).
Segundo o diretor administrativo do hospital, Lourival Scheidweiler, o projeto deve ser concluído em julho do próximo ano. A partir daí, vamos partir para a busca de recursos, disse. O diretor preferiu não antecipar detalhes sobre a estrutura ou investimento na obra. A inauguração deve acontecer no ano 2000.
Nossa grande dificuldade é o atendimento de pacientes que precisam de internamento, principalmente aqueles atendidos pelo SUS, comenta o diretor. Atualmente, o hospital oferece cerca de 200 leitos para o SUS e 50 para pacientes atendidos por convênios ou particulares.
O prédio inaugurado no ano passado conta com 66 novos leitos (para pacientes atendidos por convênios e particulares) e um novo laboratório (70% maior que o antigo). Até o final do ano, deve entrar em funcionamento uma nova ala de hemodiálise.
Depois do Hospital de Clínicas, da Universidade Federal do Paraná, e do Hospital Evangélico, o Cajuru tem um dos maiores índices de atendimento no Estado. A média mensal de atendimentos no pronto socorro e no ambulatório é de 13,5 mil pessoas. De todos os pacientes que entram no hospital, 10% a 15% permanecem internados. No HC, são 65 mil atendimentos por mês (somente pelo SUS) e no Evangélico, 30 mil (90% pelo SUS).
AtenciososApesar da necessidade de um maior espaço para atendimento, o hospital já oferece uma boa estrutura, especialmente nas áreas de emergência e cirurgia do trauma.
Para a aposentada Deolinda Dal Lin de Melo, de 60 anos, vai ao Cajuru três vezes por semana para fazer tratamento de hemodiálise, elogia o atendimento do local. Eles são muito atenciosos e têm um carinho especial pelas pessoas, comenta. Ela faz o tratamento pelo SUS e passa cerca de três horas por sessão de hemodiálise.
Os irmãos Gerson e Geraldo Dutra, que vieram visitar o pai internado no Cajuru, também não têm queixas sobre a estrutura e o atendimento do hospital. Sempre fomos bem atendidos, tanto pelo telefone como pessoalmente, diz Gerson. O pai deles fez três pontes de safena, há cerca de 15 dias, e está se recuperando na UTI do Cajuru.


