Cajuru já abriu sindicância interna
Cajuru já abriu sindicância interna
Apesar de admitir a tese de que João Avanci Filho tenha sofrido uma reação transfusional por causa do recebimento de sangue incompatível, o diretor superintendente do Hospital Cajuru, Paulo Brofman, preferiu não antecipar nenhuma conclusão até o encerramento da sindicância instaurada para apurar as causas da morte do paciente. As investigações, segundo ele, vão durar mais um mês.
Na ocasião pedi para afastar todos os envolvidos, declarou Brofman. Esta informação é contestada pela família de Avanci. Sobre o atendimento prestado para detectar por que o paciente havia piorado, se seu quadro era tido estável anteriormente, Brofman disse que o médico não fez o diagnóstico imediato porque não foi informado dessa troca de sangue.
Brofman, negou que funcionários ou médicos tenham simulado qualquer ato para convencer familiares de que João Avanci Filho estava vivo. Ninguém tentou camuflar. Em nenhum momento, o hospital tentou abafar o caso, garantiu o médico. Em relação as denúncias de aquecimento do cadáver de João Avanci, Brofman disse que foi colocado sobre o paciente uma manta térmica.
Segundo o diretor do Cajuru, o paciente estava com hipotensão (pressão baixa causada pela diminuição da quantidade de sangue circulante quando a temperatura do corpo também diminui). Brofman também negou ter informado a um irmão de Célia Avanci que João estava em coma induzido. Ele estava semi-comatoso, disse. O médico confirmou que em função deste estado pediu ao irmão de Célia para chamar o pai. Uma voz familiar pode despertar o paciente, justificou. Brofman recordou que o estado de saúde de João Avanci após a cirurgia era estável. Ele tinha estabilizado, mas o quadro degenerou, tinha voltado a sangrar, contou.
Ele classificou a morte de João Avanci como um acidente. A família tem toda a razão de protestar pois entra o valor emocional, há uma angústia muito grande, comentou. Ele informou que foi a primeira vez que aconteceu um caso de troca de tipo sanguíneo em pacientes no Hospital Cajuru. Foi como atropelar alguém na rua. É uma coisa que nos chocou bastante, disse. (D.V.)





