Curitiba

Kraw PenasJosé Moreira, que teve múltiplas fraturas na face após agressão num bar, foi operado dia 5 de agostoUma cirurgia inédita para a reconstituição facial de pacientes com fraturas nos ossos da face foi realizada no início do mês no Hospital Cajuru. A operação utilizou microplacas e parafusos formados por polímeros, espécie de material plástico que é absorvido pelo organismo após a cicatrização. Segundo o cirurgião Gilvani Azor de Oliveira e Cruz, que coordenou a operação, é a primeira vez que o material foi utilizado em uma cirurgia no Brasil.
A principal vantagem em relação aos métodos tradicionais (que utilizam placas de titânio e fios de arame) é que as placas são transformadas em água e gás carbônico - elementos comuns no organismo. No caso de crianças, o material permite o crescimento dos ossos da face (ao contrário dos materiais metálicos).
A única desvantagem é o preço - 50% mais caro que o titânio. Na operação realizada no Cajuru, foram gastos US$ 8 mil somente com os materiais (foram utilizadas seis placas e 24 parafusos).
O material foi importado dos Estados Unidos pela empresa curitibana Bio Plus. O Hospital Cajuru escolheu um paciente atendido pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para lançar a técnica no País.
O paciente José da Conceição Moreira, de 42 anos, foi operado no dia 5 de agosto e passa bem. Moreira, que é pedreiro, disse que foi agredido com pauladas no interior de um bar no bairro do Xaxim e teve múltiplas fraturas na face.

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