Guilherme Vieira

Marcelo AlmeidaMacedo: ‘‘Faço um apelo para que as pessoas façam a doação de órgãos, porque a dependência dessas máquinas é terrível’’O Serviço de Hemodiálise (filtragem do sangue) do Hospital Universitário do Cajuru, da Pontifícia Universidade Católica do Paraná, dobrou sua capacidade de trabalho e está atendendo 70 pacientes por dia. Essa ampliação foi possível através do investimento de US$ 600 na compra de dez novas máquinas de hemodiálise e na adequação das instalações físicas do segundo andar da ala nova do hospital.
O diretor-superintendente do hospital, Luiz Sallim Emed, informou que se houver necessidade o atendimento pode chegar a 100 pacientes por dia, através da criação de mais um turno de trabalho. Segundo ele, a qualidade do serviço melhorou com a compra das novas máquinas, que são computadorizadas e permitem um controle maior do paciente. ‘‘Estamos melhorando a qualidadede vida na espera de um transplante’’, diz Emed.
Um outro fator importante do novo serviço é o aumento da qualidade da água utilizada na hemodiálise, através de um processo chamado osmose inversa. ‘‘A água que recebemos da Sanepar é boa, porém, por ser rica em metais que se depositam no corpo humano, fazemos uma adequação para que fique com a composição muito parecida com a do sangue ’, disse Emed.
Espera - O sonho de Silas Bispo Macedo é conseguir um rim para deixar para trás a rotina de fazer três vezes por semana quatro horas seguidas de hemodiálise. Macedo conta que está há 12 anos vivendo a experiência de ser um doente renal, dependendo de uma máquina para fazer a filtragem do sangue. Ele já fez um transplante que não teve sucesso, e está na fila para receber novo rim. Entre os problemas que tem que enfrentar durante o tratamento, estão a impossibilidade de urinar, a perda de massa muscular e a ocorrência de náuseas e vômitos. ‘‘Faço um apelo para que as pessoas se conscientizem e façam a doação de órgãos, porque a dependência dessas máquinas é terrível’’, disse Macedo.

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