Lino Ramos
O vereador Jaci Aguiar (PPB), de Londrina, espera que o prefeito Antonio Belinati (PFL) sancione um projeto de lei de sua autoria, já aprovado pela Câmara, que obriga os bancos a manter vigilância armada na parte externa dos caixas eletrônicos 24 horas.
Segundo ele, é uma forma de proteger o cliente dos bandidos que costumam assaltar depois que a pessoa faz um saque. A medida também ajudaria a inibir o chamado ‘‘sequestro relâmpago’’, quando o cidadão é sequestrado durante o tempo necessário para que os ladrões consigam retirar dinheiro no sistema eletrônico. Em 94, Aguiar foi autor de uma lei obrigando os bancos e postos de serviços a instalarem portas eletrônicas com detector de metal, travamento automático e vidros resistentes ao impacto de projéteis até calibre 45.
‘‘Quero que os bancos coloquem segurança 24 horas para proteger o cidadão e acredito que o prefeito vai sancionar o projeto’’, afirmou o vereador. Questionado se a Câmara teria poderes de legislar sobre os bancos, Jaci Aguiar afirma que se trata de uma questão moral. ‘‘Os bancos que exploram o cidadão também devem proteger a população’’.
Em Londrina, um sequestro relâmpago foi registrado pela polícia no sábado à noite, quando a jornalista Juliene Bicas foi rendida por dois assaltantes na avenida JK, próximo ao cruzamento com a Rua Pernambuco. Juliene acabou sacando R$ 100 reais no Banco 24 horas da avenida Higienópolis na companhia do assaltante. Clientes que estavam na fila da agência não perceberam que se tratava de um assalto.
Em julho de 98 o comerciante Manoel Aljarrilla Guilhen Filho, 46 anos, foi morto com um golpe de faca no coração ao deixar o caixa do Banco Itaú, na Avenida Tiradentes (zona oeste). Bancos de Londrina procurados pela Folha não quiseram se manifestar sobre o projeto do vereador Jaci Aguiar. Apenas a diretoria do Banestado em Curitiba informou que o banco sempre procura cumprir as determinações legais, mas não poderia se manifestar porque ainda não conhece o contéudo da lei aprovada pela Câmara de Londrina.
O advogado tributarista Diógenes de Barros criou uma ‘‘senha de segurança’’, um software que permitiria ao cliente vítima de assalto concretizar o saque e ao mesmo tempo acionar a polícia ao digitar a senha. O pedido de socorro seria feito usando uma senha falsa.

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