O artesão Alessandro Costa de Souza, 26 anos, e o cartunista Edevaldo Alves de Almeida, o ''Pixote'', 33 anos, criaram em Campo Mourão uma urna funerária feita basicamente de jornais velhos. O caixão, que está em exposição no Centro de Criatividade da Fundação Cultural (Fundacam), tem 80% de papel reciclado e apenas 20% de madeirite e restos de serraria.

Segundo a dupla, o caixão é bom e aguenta normalmente o corpo de uma pessoa. Pixote conta que teve a idéia durante a Comissão Parlamentar de Investigação dos Serviços Funerários, formada este ano pela Câmara. ''Ouvimos pessoas reclamando dos altos preços cobrados pelas funerárias e pensamos numa forma de produzir um caixão popular'', explica o cartunista.

Com a idéia na cabeça, Pixote se juntou a Souza, que é professor de cestaria no Centro de Criatividade. Segundo eles, o caixão exige apenas um dia de serviço e, se fosse vendido, custaria em torno de R$ 50,00 (a urna mais barata na funerária custa R$ 102,00). O caixão tem fundo de madeirite e armação feita com sobras de serrarias. O resto é tudo papel jornal.

''Não queremos comercializar esse tipo de caixão, mas apenas lançar uma idéia'', conta Souza. Até agora, no entanto, a idéia teve mais sucesso no meio artístico. Um modelo da urna funerária de papel foi selecionado no 2º Salão de Artes de Telêmaco Borba.

O modelo em exposição em Campo Mourão não foi pintado para que o público possa ver que é feito de jornais velhos. ''Com pintura, esse caixão se torna de luxo'', exagera Pixote. Outra vantagem, segundo os criadores, é que o caixão é totalmente biodegradável.

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