Caixa-preta é encontrada
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sábado, 21 de julho de 2007
Das Agências 
São Paulo - A caixa-preta contendo o gravador de voz do Airbus-A320 da TAM, que caiu nessa terça-feira próximo ao aeroporto de Congonhas, no maior desastre aéreo da história do país, só foi encontrada na madrugada de ontem. Um dos dois equipamentos levados anteriormente para análise nos EUA não se tratava do equipamento.
Segundo nota do Comando da Aeronáutica, a equipe de técnicos do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) responsável pela investigação do acidente com o vôo 3054, já iniciou o exame dos equipamentos levados aos laboratórios NTSB.
''O resultado mostrou que um deles não se tratava do Gravador de Voz da Cabine (CVR). Tal fato se configurou por conta das deformações significativas sofridas pelos materiais em função do impacto e das altas temperaturas'', informa a nota. O outro equipamento levado é, de fato, o Gravador de Dados
de Vôo (FDR), ainda segundo a Aeronáutica.
Indenização - O presidente do Sindicato dos Corretores de Seguros paulista (Sincor), Leôncio de Arruda, estima que o valor das indenizações a serem pagas às famílias pode chegar a US$ 400 milhões. ''Este foi o valor da apólice do Fokker 100 da TAM, acidentado em 1996, por isso deveremos ter um valor semelhante''.
Mas para o advogado Ernesto Tzirulnik, do Instituto Brasileiro de Direito do Seguro, ainda é cedo para se falar em responsabilidades. Ele prevê uma demora de meses - ou até anos - para se chegar às verdadeiras causas do mais grave acidente aéreo brasileiro. O especialista ressalta que é muito importante que os prejudicados pelos danos pessoais e materiais saibam, o quanto antes, quais são os seguros existentes que garantirão o pagamento das indenizações.
Atrasos - Pane no sistema de comunicação do Centro Integrado de Defesa e Controle de Tráfego Aéreo (Cindacta-4), em Manaus, provocou problemas em pousos e decolagens de vôos internacionais. Dois vôos da American Airlines que saíram de Cumbica (Guarulhos) com destino a Miami (EUA) nesta madrugada tiveram de fazer um pouso técnico - não programado - no aeroporto Internacional Eduardo Gomes, em Manaus. Segundo a Infraero (estatal que administra os aeroportos), após a reabilitação do sistema, os vôos seguiram, respectivamente, às 5h40, e 5h52.


