Caixa pede liminar contra lei
Caixa pede
liminar
contra lei
Ação contesta abertura de agências às 10h
Lucilia Okamura
Mario CesarSem perdãoO fiscal Renato Barros da Silva notifica agência do BB: prefeitura conta com bom senso dos bancosA assessoria jurídica da Caixa Econômica Federal (CEF) de Londrina impetrou, anteontem, no final da tarde, um mandado de segurança junto à Justiça Federal, com pedido de liminar. A medida é contra a lei municipal que prevê a abertura dos bancos às 10 horas - os estabelecimentos bancários atendem o público das 11 às 16 horas.
O advogado da CEF, Ricardo Zanello, explica que o mandado se baseia, entre outros pontos, na inconstitucionalidade da lei municipal que trata do assunto. Ele alega que a prefeitura não tem competência para legislar sobre a matéria. O advogado lembra ainda que, durante a tramitação do projeto de lei na Câmara de Vereadores, a Comissão de Justiça da Casa elaborou um parecer contrário à aprovação da lei.
Ricardo Zanello acredita que a Justiça Federal se pronunciará sobre o deferimento ou não da liminar ainda hoje. No caso de indeferimento, o advogado diz que a CEF usará o bom senso e respeitará a lei municipal até que seja julgado o mandado de segurança. A CEF recebeu duas multas; se receber mais uma, começa o processo de cassação do alvará de funcionamento de suas agências.
Paralelo ao mandado de segurança, a CEF entrou também com recurso administrativo junto à Secretaria Municipal da Fazenda, contra as duas autuações que o banco já sofreu.
A lei municipal - proposta pela Executivo e aprovada por unanimidade pelos vereadores - entrou em vigor no dia 7 deste mês. No dia 18, uma equipe de fiscais da Secretaria da Fazenda visitou os bancos e autuou 43 estabelecimentos por não estarem cumprindo a lei - a multa para cada foi de R$ 943,00. Londrina tem 54 agências bancárias.
Ontem de manhã, os fiscais voltaram às ruas. Os bancos que não abriram para o público às 10 horas foram novamente multados. Ao todo, a equipe de fiscais autuou 45 agências. Todas receberam uma notificação de R$ 1.260,00 por reincidência.
Às 10 horas, o fiscal Renato Barros da Silva foi à agência central do Banco do Brasil, no Calçadão. Como a agência não abriu no horário previsto em lei, ele entregou a notificação ao superintendente do BB, Altino Ramos Costa. Segundo o fiscal, o superintendente apenas recebeu a notificação e não comentou se irá recorrer. De acordo com o Código de Posturas do Município, os bancos têm sete dias úteis para entrar com recurso junto à secretaria.
O gerente do Departamento de Concessão de Alvarás da prefeitura, Dênio Ely Farion, informa que ontem apenas o Banco Industrial e Comercial (BIC), na avenida Higienópolis, abriu as portas às 10 horas. Um fiscal passou por lá às 10h05 e estava funcionando, ressalta.
A Folha telefonou para o banco e foi informada por um funcionário que o BIC começou o atendimento ao público somente às 11 horas. Segundo o funcionário, a porta estava encostada, o fiscal entrou, não perguntou nada e saiu, achando que o banco já estava aberto.
Dênio Farion explica que os fiscais voltarão às ruas amanhã ou na segunda-feira para percorrer novamente os bancos. Caso os estabelecimentos insistam em não cumprir o novo horário, serão autuados de novo, e desta vez o valor será de R$ 1.574,28.
Após a terceira autuação, a prefeitura irá começar o processo de cassação do alvará de funcionamento, segundo Dênio Farion. Quando o processo começar e os estabelecimentos forem notificados, oa bancos terão sete dias para apresentar a defesa. Esperamos que os bancos tenham o bom senso, inclusive porque isso (ampliação do horário de funcionamento) é uma reivindicação da comunidade, afirma Farion.





