A Caixa Econômica Federal (CEF) aceitou renegociar a dívida da Companhia de Habitação (Cohab) de Londrina, desbloqueando o Fundo de Participação dos Municípios (FPM). O secretário de Negócios Jurídicos, Eduardo Duarte Ferreira, e o presidente da Cohab, José Caetano Perri, estiveram em Brasília ontem discutindo a renegociação com o presidente da CEF, Sérgio Cutolo. A dívida total da companhia está calculada em mais de R$ 180 milhões.
O secretário de Negócios Jurídicos afirma que, com a inadimplência da Cohab, o município perdeu um lote de 1.300 casas neste ano, que já estavam com projeto aprovado. O déficit habitacional na Cidade é de 35 mil casas. Segundo o secretário, o deputado federal José Janene (PPB), que agendou a reunião, conseguiu que o presidente da CEF não suspendesse definitivamente o projeto - enquanto isso, a dívida será renegociada.
Com a retenção do FPM, Perri reconhece a impossibilidade de administrar a Companhia de Habitação. A dívida impede todo tipo de financiamento pela Cohab, que acaba sem condições para executar projetos para a população.
Ferreira alega que a vinculação do FPM à dívida é inconstitucional, ferindo o artigo 167. A dívida estava parcelada em 115 vezes, estando dois meses - novembro e dezembro - em atraso. Sem o pagamento acabam retidos R$ 1 milhão do cofre do município. ‘‘É uma situação de impasse, que prejudica toda a estrutura da Prefeitura de Londrina. Mas, com a renegociação, até a folha de pagamento poderá ser regularizada’’, afirma Eduardo Ferreira. ‘‘Tenho certeza que o bloqueio vai acabar.’’
O presidente da Cohab e o secretário de Negócios Jurídicos devem voltar à Brasília no início da próxima semana, logo após a posse do presidente da Cohab, com a proposta para a renegociação da dívida. O presidente da Cohab deve ainda apresentar um estudo da situação financeira da companhia a Sérgio Cutolo. Eles pretendem finalizar o assunto no mesmo dia.

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