A Secretaria do Meio Ambiente e a Sanepar estão estudando a possibilidade de tornar obrigatória a construção de caixas de gordura em casas, prédios e estabelecimentos comerciais de Londrina. Hoje, há apenas uma recomendação nesse sentido. Especialistas das áreas de engenharia e de defesa ambiental concordam sobre a importância do dispositivo, mas não há unanimidade sobre a obrigação da instalação em todas as obras.
A necessidade é maior em estabelecimentos como restaurantes, lanchonetes, açougues, entre outros. As praças de alimentação dos shoppings são áreas de risco, já que a produção de gordura é grande. No Catuaí, por exemplo, cada ponto comercial conta com a própria caixa, que é ligada na rede interna de esgoto. Desta, a rede é conectada ao sistema público de esgoto sanitário.
O engenheiro Wagner Soeiro Pagnan é o gerente de operações do centro de compras. Segundo ele, em função do volume de gordura produzido, a limpeza das caixas primárias é feita semanalmente pela equipe do próprio shopping. ''Aplicamos, a cada dois dias, um produto bactericida com microorganismos vivos, que vai digerindo a gordura'', explica a encarregada de limpeza Neli Guassu.
Uma vez por mês uma empresa especializada é contratada para fazer a limpeza através dos sistemas de hidrojateamento e sucção. Somente na praça de alimentação são 17 caixas de gordura. Os dejetos são provenientes da lavagem de materiais e equipamentos. ''A gordura das frituras e das chapas não vai para o esgoto. É recolhida em tambores que são recolhidos uma vez por semana. As lanchonetes vendem o óleo usado para a reciclagem'', revela Pagnan.
O problema do despejo irregular de óleo de cozinha e de excesso de gordura na rede reflete no trabalho da Sanepar. A empresa, responsável pelo gerenciamento da rede de esgoto sanitário da cidade, está preocupada com o descarte irregular de material gorduroso. Para minimizar o problema, a construção definitiva pode tornar-se obrigatória. O tema está em debate durante a confecção do novo Plano Diretor da cidade.

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